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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

As festas Biblicas

As festas Biblicas



Uma explicação simplificada das festas bíblicas



-O QUE SIGNIFICA A PALAVRA MOED?



Moed é uma palavra hebraica que significa TEMPO INDICADO, e é a mesma palavra que encontramos na história da criação em Gênesis 1.



-UM SEGUIDOR DE YESHUA, POR ESTAR ENXERTADO EM ISRAEL, DEVE CELEBRAR AS FESTAS BÍBLICAS.



Temos que observar os tempos indicados por YHWH e seus ensinamentos da tora, que é uma para todos aqueles que têm a mesma fé de Avrahan, Itschak Ya’akov e no Messias Yeshua.



-COMO PODEMOS JUSTIFICAR A OBSERVÃNCIA DOS MOEDIM (festas) SENDO QUE O BEIT HAMIKDASH (Templo NÃO ESTÁ DE PÉ E BOA PARTE DOS MOEDIM ENVOLVE O USO DELE?



Sabemos do envolvimento do templo nestes Moadim, porém , existem algumas instruções que são dadas para cada Moadim,que nada nos impede de observar,assim honraremos a Elohim e seremos abençoado por Ele.



-EXISTE EVIDÊNCIA BÍBLICA ACERCA DA CELEBRAÇÃO DAS FESTAS NO REINO DO MILÊNIO



(.Zacarias 14:9)



Com certeza que existe,Pois os Moadim(festas) nos mostram os tempos indicados por Adonai e que não terminam com a sua primeira vinda, na sua morte e ressurreição,mas nos indica direcionando ao reinado do Messias no Milênio,quando celebraremos as festas com Ele..No mais o próprio Yeshua e seus discípulos guardaram os tempos (as festas)indicados de YHWH,o que também devemos fazê-lo.



-QUAL A SEMELHANÇA ENTRE DAR O DÍZIMO E CELEBRAR OS MOADIM?



De tempos em tempos, honramos ao Adonai com nossos dízimos e ofertas, sendo por Ele abençoados. Da mesma forma através dos moadim de Elohim, oferecemos tudo o que temos e somos a cada tempo em que paramos para celebrar suas festas, assim,crescemos,amadurecemos nossa fé,nosso caráter,a nossa vida adequando aos planos Dele e a sua vontade.



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SHABAT:



Gênesis 2:3



O Shabat é uma festa que YHWH estabeleceu para toda a criação como um dia separado para o descanso. Este dia é o dia sétimo de Adonai, onde devemos nos envolver totalmente em separação e adoração a Ele. O sétimo dia começa do pôr-do-sol de sexta-feira e vai até o pôr-do-sol de sábado. É uma grande oportunidade de nos deliciarmos na sua presença e de abençoarmos a outras pessoas através da oração, pregação, louvor , e jubilo.



-QUAL A RELAÇÃO ENTRE O SHABAT E O MILÊNIO?



O Shabat é um dia separado e abençoado por Elohim, onde desfrutamos de um gozo que traz paz e descanso para nosso espírito e nosso corpo. O Shabat é o reflexo daquilo que viveremos no milênio.



- PASSAGENS BIBLICAS QUE JUSTIFICAM QUE O SHABAT NÃO PODERIA TER SIDO ABOLIDO.



GN2:3-Vemos aqui que Adonai desde a criação do mundo deixou um sinal de que deveríamos guardar o shabat.



Ex 20:9-11-è o quarto mandamento de Elohim, que nos manda lembrar este dia sétimo, como o dia de Adonai.



Lv 19:3-30-Adonai diz que devemos guardar o shabat, pois este dia é Dele.



Ex 31:13 -17-Aqui o shabat era o sinal da aliança feita por YHWH e o seu povo,que passaria de geração a geração para que o Adonai fosse sempre lembrado por nós.O shabat nos dá a oportunidade de santificarmos nossa vida.



Hb 4:49 -O shabat é a imagem do que está preparado para nós no milênio.



Mc4: 16-Vemos aqui que Yeshua guardava o shabat



At 13:14, 15,44;17:2;18:4-13:27;15:21A Palavra era lida e pregada no shabat



Ap1:10- O shabat é chamado de o dia de Adonai



SE O SHABAT NÃO EXISTE MAIS, ENTÃO NADA MAIS EXISTE.



Esta frase nos traz um despertar na seriedade da guarda do Shabat. O autor quis dizer que se o Sábado que foi criado e determinado por Elohim,não existe mais,certamente tudo o que ele criou também não existe também ,pois o sábado foi criado com a mesma intensidade de toda a criação do mundo,pois a criação e o tempo caminham juntos,e o tempo pertence a Elohim.O shabat é Dele e para Ele,e Nele nós também somos participantes deste dia,do seu descanso.



-PORQUE CONSIDERAMOS O SHABAT COMO UM PRESENTE DO ETERNO?



Porque o shabat é um dia santificado por YHWH,é um dia para nosso descanso.E quando de tempos em tempos entramos neste dia de descanso,temos a oportunidade de desfrutar da santidade Dele e nos mantermos separados para Ele,no seu descanso.



O MESSIAS YESHUA QUEBROU O SHABAT?



Na verdade Yeshua nunca quebrou e nem anulou o shabat. Todas as obras que ele realizou, enquanto esteve aqui na terra como homem, foi adequado a uma pessoa que vive o shabat, pois shabat é tempo de cura. Os seus atos sempre foram atos de alguém que nunca pecou, assim sendo Yeshua jamais invalidaria algo que Ele mesmo ditou,a sua tora .Ele veio completar,dar finalidade a sua tora.A sua morte e ressurreição não veio anular o shabat,,pois o shabat foi-nos dado na criação.É seu desejo que entremos no shabat,no seu descanso.



-CELEBRAR CULTO AO ETERNO AOS DOMINGOS NÂO ANULA O SHABAT



Muitas pessoas estão anulando aquilo que está escrito, pois em momento algum na Bíblia encontramos Adonai nos dizendo para guardar este dia,o domingo.O único dia que está descrito como santificado e separado,é o shabat,o sétimo dia.Portanto não podemos escolher o dia que desejarmos,mesmo que este dia seja um dia especial,não temos autoridade para decidirmos que dia será santo,somente devemos cumprir aquilo que foi dito por YHWH,e o dia que ele escolheu foi o dia sétimo,o shabat.



COMO PODEMOS FAZER PARA OBSERVAR O SHABAT.



Devemos fazer desse dia ,um dia totalmente dedicado a Adonai,evitando ter que trabalhar neste dia,salvo de máxima necessidade em casos especiais.,e nem lazer que faz com que o próximo tenha que trabalhar.O melhor mesmo é tirar este dia para a oração,leitura da palavra,missões,louvor,adoração,dança.fazer tudo aquilo que venha a glorificar e honrar o nosso Elohim.



-QUAL A RECOMPENSA PROMETIDA AOS QUE OBSERVAM O SHABAT?



Isaias 58 e salmo 37:4, nos direcionam ao verdadeiro resultado para aqueles que guardam o Shabat.Neste dia de shabat nos deleitaremos em delicias Nele seremos recompensados através dos desejos do nosso coração,participando na herança de Ya’aKov.



CHAG HAMATSOT/PESSACH:



Ex 12:2-12



A Chag Pessach é celebrada no dia 15 de Nissam. Tem um aspecto histórico, quando nos fala da libertação do povo hebreu no Egito. Pessach significa passar por cima. Foi quando YHWH se colocou por sobre as casas dos israelitas como uma cobertura, protegendo-os do anjo destruidor que ele havia enviado entre os egípcios. Há também um significado profético, quando foi cumprido no calvário. Yeshua tornou-se uma cobertura para todos que o receberam como o seu cordeiro pascal. Assim, através dele e do seu sacrifício, quando celebramos Pessach, nos lembramos de tudo isso e mais ainda de que esta festa nos faz celebrar a nossa redenção e libertação do poder do pecado, pelo sangue do Messias Yeshua.



- TEMOS DOIS MOTIVOS PARA CELEBRAR O PESSACH. QUAIS SÃO?



.Um é que na noite de nossa libertação o Eterno passou por nossas casas e nos colocou a salvo da morte, e o outro motivo é que a morte de Yeshua nos livrou da condenação do pecado.



-



17-O QUE SIGNIFICA SEDER, E PORQUE O FAZEMOS?



Seder significa ORDEM. É a forma de como é organizada ordenadamente o jantar que é feito na primeira noite de pessach.



Este Seder é feito para recordar através deste cerimonial como foi o dia da nossa libertação do Egito.



EXPLIQUEÇÂO DETALHADA DE COMO DEVEMOS CELEBRAR O SEDER DE PESSACH.



É sempre bom termos um livro contendo a hagadá tradicional para acompanharmos o cerimonial. Eis a seqüência:



1-kadesh-benção sobre o vinho. Toma-se o primeiro e serve o segundo



2-Urechats-Lavagem das mãos



3-Karpas-um vegetal (humildade do povo de Israel) que é mergulhado na água salgada (lágrimas pelo que sofreram na escravidão) é servido.



4-Yachats-um dos pães é quebrado,,outra parte volta a pilha e outra é colocada para o afikomen.



5-maguid-A história do êxodo é contada. Quatro perguntas são feitas por crianças (Nistana) porque é diferente?No final uma benção é recitada.



6-Rachtsá-lava-se as mãos recitando uma benção



7-Motsi-Benção sobre os grãos



8-Matsá-é feita uma benção e come-se um pedaço



9-Maror-Abençoa esta erva amarga que é molhada em um charot



10-Korech-é um memorial ao Rabino Hillel



11-Shulchan orech-é comido um jantar festivo



12-Tsafun - É um pedaço de matsá que é escondido para nós simbolizando o Messias Yeshua que ressucitou



13-Barech-Recita-se uma benção sobre este terceiro cálice que é bebido após o jantar.e um quarto copo que representa a vinda do Messias é servido.



14-Hallel-louvores



15-Nirtsá-encerra-se o seder desejando o próximo que seja celebrado em Jerusalém.



YOM HABIKURIM:



Levítico 23:10-14



A Chag Yom Habikurim é celebrada no primeiro domingo após o 15°dia de Aviv. Seu aspecto histórico nos fala da festa da colheita de cevada, quando eram colhidas as primícias da terra e levada como oferta ao Senhor. Porém trás para nós algo muito representativo e profético, porque nos aponta para a ressurreição de Yeshua que foi a primícia dos que dormem. Yeshua foi a semente que na ressurreição daria uma colheita de frutos semelhantes a Ele. Esta festa nos ensina que devemos ter o caráter de Yeshua em nós para que possamos produzir frutos eternos.



-QUAL A OBSERVÂNCIA BÁSICA DE Yom Habikurim?



É a oferta da nova colheita que era oferecida como primícias,antes mesmo que o povo de Israel se alimentasse dela



-EXISTE UMA CONEXÃO ENTRE YOM HaBiKurim E O MASHIACH



É uma festa importante , pois sua data marca profeticamente o dia da ressurreição de Yeshua que é a primícia dos justos.



SHAVUOT



Levítico 23:16-17



A festa de shavuot, também era chamada de festa da colheita, que era a contagem do Omer,e acontecia 50 dias após a festa das primícias, onde eram oferecidos as primícias do final dos frutos da colheita do trigo . Tem um aspecto histórico quando a lei é dada no Monte Sinai. Assim neste dia de shavuot, onde muitos chamam também de festa de pentecostes, foi quando houve o derramamento da Ruach Hakodesch, e a TORÀ foi impressa dentro de nós. Assim pudemos experimentar do poder de YHWH em nós, que dia-a-dia nos transforma a sua semelhança. Era um tempo de peregrinação do povo, quando desciam para Jerusalém , onde traziam como oferta os frutos e dois pães com fermento; esta era uma oferta de gratidão.



ESTA FESTA ERA CONHECIDA POR DOIS NOMES : ”FESTA DAS SEMANAS ‘ E SHAVUOT.



FESTA DAS SENMANAS- Que é a entrega das primícias da colheita do trigo



é a colheita dos primeiros frutos do que se plantou no campo.



SHAVUOT_È a festa que marca o final da colheita da cevada e o princípio da colheita do trigo. Também nos mostra quando as Tabuas dos Ditos (OS mandamentos)foi entregue a Moshe, e também foi a data da descida da Ruach Hakodesch que foi derramada sobre os primeiros convertidos ao Messias Yeshua.



EXISTE UMA DIFERENÇA ENTRE AS OFERTAS EM YOM HABIKURIM E SHAVUOT



São contados cinqüenta dias entre Yom Habikurim e Shavuot, denominada a contagem de Omer. (período entre a ressurreição de Yeshua e a descida da Ruach Hakodesch). Esta contagem é importante, pois é o tempo em que as primícias do início da colheita de Yom Habikuri são oferecidas, o que difere de shavuot, pois são oferecidas as primícias do final da colheita de Shavuot, o que marca o final dos Moadim da primavera.



-DOIS EVENTOS HISTÓRICOS MARCANTES OCORRERAM EM SHAVUOT E EXISTE UMA RELAÇÃO ENTRE ELES



A entrega da Tora no Monte Sinai e a Descida da Ruach Hakodesch sobre o povo em Jerusalém.



A relação que existe entre estes dois acontecimentos é que a Ruach Hakodesch nos dá condição de viver uma vida em santidade na tora. A Tora foi impressa dentro de nós através da Ruach.



- SHAVUOT É SÍMBOLO DE FIDELIDADE



Porque o povo de Israel jurou fidelidade aos termos da Aliança feita através da Entrega da Tora.



EXISTE UMA LIGAÇÂO ENTRE YESHUA E A FESTA DE SHAVUOT



È que os dois pães que ofereciam nesta festa eram preparados com fermento, e representavam Israel e a Igreja gentia. Isso retrata o caráter dos que experimentaram o Pentecostes, nos mostrando que Elohim, não entra em nossas vidas porque somos perfeitos, mas porque Ele quer nos aperfeiçoar, através do poder da sua Ruach. Yeshua foi oferecido em sacrifício, batido e moído, como o trigo morto por nossos pecados e transgressões.



YON TERUÁ



Levíticos 23: 23-25



O aspecto histórico e profético desta festa, está em que por várias ocasiões YHWH ordenava que se tocasse o shofar. O shofar oi tocado , quando Moisés recebeu os Dez Mandamentos, quando convocava Israel a reunir-se no Tabernáculo. Quando o povo ia para a guerra. No ano jubileu, no serviço de coroação de um rei.



É uma festa profética, e será tocado na restauração de Israel, nos chamando a um compromisso maior de nos unirmos ao corpo do Mashiach. Esta é uma festa que ainda não se cumpriu, mas que estamos chegando ao tempo de tocar o shofar.



YOM TERUÁ É UMA DATA MISTERIOSA



Porque a tora não relata um nome o qual foi dado a esta festa. Também era um dia em que apenas se deveria tocar o shofar.E em Lv.23, Adonai nos chama a tocar o shofar, mas não relata o motivo.



EXPLICAÇÂO DE CADA UM DOS SIGNIFICADOS DE YOM TERUÁ ABAIXO CITADOS:



-O DIA DA COROAÇÃO: É quando tocamos o shofar, conforme os rabinos chassidim e segundo Tehilim 98:6, (salmo) anunciamos a coroação da majestade do Eterno, declarando assim, a nossa sujeição a Ele por meio do arrependimento, sabendo que este dia é um dia festivo, mas que também é o dia em que Ele julga as nações.



-O DIA DO JULGAMENTO: Conforme a lenda judaica, neste dia temos a oportunidade de sermos abençoados física, financeira, e espiritualmente, pois Elohim se assenta em seu trono para julgar a humanidade no período que se dá entre o ano novo e o Dia da Expiação. É também um dia de oportunidade para aqueles que não têm seu nome escrito no Livro dos Justos , e nem no Livro dos Ímpios, mas no Livro dos Indecisos; quando neste dia da Expiação , eles tem a chance de se arrepender e ter os seus nomes escritos no Livro dos Justos.



Alguns fazem comparação entre esta tradição judaica com o final dos tempos, quando na tribulação temos a oportunidade de termos o nome escrito no Livro do Cordeiro, pois o mesmo toque do shofar de Yom Teruá será tocado no julgamento das Trombetas.



Seremos julgados por Elohim, mas temos a certeza de que o seu julgamento vem acompanhado de misericórdia, assim vestimos nossas vestes brancas, pois é um dia de muita alegria.



-O MEMORIAL-Ou seja, dia da Lembrança (Yom Hazicharon), outro nome de Yom Teruá, é o dia em que Elohim se lembra dos antepassados e seus feitos, das promessas feitas a eles. Temos certeza e garantia disso, pois em Dt 1:6-11.fala da escolha de Israel, por causa do merecimento dos patriarcas que creram e obedeceram a YHWH. Assim, também nós que o obedecemos seremos abençoados,e o toque do Shofar será o caminho que nos ajuntará novamente,dos quatro cantos do mundo,nos levando de volta a nossa terra prometida.



-COMO ERA USADO O SHOFAR NA VIDA DE ISRAEL?



Era usado pelos sacerdotes para anunciar e também tocar nas moadim, festas especiais anunciavam a chegada das estações e também em tempo guerra.



Ex 19: 19-20-Quando Moshe foi para receber os Mandamentos



Juizes 3:27- Era um sinal em tempo de guerra



Levitico 25:9-Era tocado no inicio do jubileu



I Reis 1:34-_Era tocado durante a cerimônia da coroação de um novo rei



Isaías-27:13- Era sinal do retorno dos dispersos de Israel



Amós 3:6- Era tocado como sinal de perigo



EXISTEM ALGUNS EVENTOS PROFÉTICOS QUE ESTÃO ASSOCIADOS AO TOQUE DO SHOFAR



-Será tocado no dia da volta de Yeshua (Zacarias 9:14)



-Também será tocado no dia em que Israel se ajuntará novamente, que é o retorno das doze tribos de Israel.



YON KIPUR



Levítico 16:2



O Dia da Expiação era o 10º dia do sétimo mês. Era a Expiação anual para a Nação e purificação do Santuário. O sumo sacerdote oferecia um sacrifício por seus pecados e também para o pecado do povo. O sacrifício para o povo era feito usando dois bodes de um ano de idade. Um deles era morto diante de Adonai. O outro era apresentado vivo diante de Adonai a entrada da tenda da congregação. Lá o Sumo Sacerdote confessava os pecados da nação sobre o bode. O sangue do bode morto ia para o Lugar Santíssimo para ser derramado sobre o propiciatório. O bode vivo era levado ao deserto, onde era abandonado para morrer de fome e sede. Estes dois bodes representavam a nossa redenção através de Yeshua no calvário. Yeshua morreu por nossos pecados, para que seu sangue fosse apresentado ao Pai. Ele também carregou o nosso pecado como um bode expiatório de forma que nunca mais viesse a ser lembrado. Yeshua, através de seu sacrifício levou de vez por toda a maldição que havia sobre nós, porém esta festa ela permanece até hoje como estatuto perpétuo, não precisamos mais deste sacrifício, mas Lev 16:29 diz que neste dia devemos afligir nossa alma, ou seja, jejuar, pois este dia é um dia de reflexão, contrição e de pedir perdão por nossos pecados. Devemos nos manter o máximo na presença de YHWH, e buscar a sua face.



-QUAL A DIFERENÇA ENTRE OS SACRIFÍCIOS DIÁRIOS E O SACRIFÍCIO DO YOM KIPUR?



A diferença que existia entre estes dois sacrifícios era que os sacrifícios diários mostravam uma atitude de arrependimento do povo para com Elohim mais formal. Este sacrifício não era completo para remissão. Porém em Yom Kipur mostrava uma atitude de YHWH para com o povo, o que promovia plena remissão.



SEMELHANÇAS ENTRE O SACRIFICIO DE KIPUR REALIZADO PELOS LEVI’IM E O SACRIFICIO DE YESHUA.



SEMELHANÇA-



- O cohen gadol tirava suas vestes luxuosas de sacerdote e vestia uma roupa simples de linho. Vemos que da mesma forma, Yeshua, é o sacerdote que representava Elohim;sendo Ele Rei, Senhor glorificado, Santo, bom e misericordioso; abriu mão da sua realeza.de ser somente Elohim e veio como homem redimir seu povo.



-O bode carregava os pecados do povo para longe. Semelhantemente isso ilustra como Elohim se esquece de nossos pecados, tirando-os de sua memória, Ele não só nos perdoa, mas também esquece.



DIFERENÇA:



-O sacrifício sacerdotal era feito com um animal e durava apenas por algum tempo, assim era necessário que o repetisse de ano em ano, porém o sacrifício de Yeshua foi oferecido uma vez por todas, porque a sua vida eterna era suficiente para pagar pelos pecados do mundo inteiro



-Não se podia entrar no lugar sagrado da presença de Elohim sem o sangue da expia- ção que era feito uma vez por ano, mas através do sacrifício de Yeshua , o caminho ao trono de YHWH foi aberto para termos acesso a Ele para sempre.



O RITUAL ENVOLVIA DOIS BODES.



Era o sacrifício feito pelo povo no qual se usava dois bodes idênticos de um ano de idade. O sacerdote colocava a mão esquerda sobre um e a direita sobre o outro. Eram tiradas de uma caixa duas placas com os dizeres: Um para YHWH e o outro para Azazel. Isso direcionava qual deles seria morto diante do Senhor e o outro era apresentado vivo diante do Senhor ‘à entrada da Tenda da Congregação. Lá o sacerdote confessava os pecados da nação sobre a cabeça do bode. Este bode era levado vivo ao deserto, sobre uma alta montanha, onde era amarrado no seu chifre um laço vermelho e no seu pescoço uma pedra. O sacerdote que levava este bode era acompanhado por mais dez homens que serviam de testemunha, para ver se realmente o bode teria sido jogado no precipício. Eles averiguavam se o bode tinha quebrado as costelas e avisavam os outros. O sangue do bode que foi morto era levado para o Lugar Santíssimo para ser derramado sobre o propiciatório.



-PORQUE JEJUAMOS NO YOM KIPUR?



Porque o sacrifício de kipur era uma parte deste ritual, mas ainda é necessário jejuarmos, ou seja, afligirmos a nossa alma, pois fomos perdoados, mas o nosso corpo ainda não foi transformado, ele precisa de alimento para sobreviver e o jejum nos leva a reflexão de nós mesmos.



-O SIGNIFICADO DAS CERIMÔNIAS DE:



-KOL NIDREI- Oração onde pedimos perdão e anulação dos votos que não cumprimos



-ASHAMNU-È a confissão dos nossos pecados individuais e como povo



-NEILÀ-È o final do Yom Kipur, onde temos a última chance de nos arrependermos de nossos pecados daquele ano, e simboliza fim do juízo de YHWH.



SUKOT:



Leviticos 23: 24



Historicamente a festa de Sukot, conhecida também como festa dos tabernáculos, tendas ou cabanas, barracas que eram feitas com ramos de arvores montadas ao ar livre. Começava em 15 de Tisrei, cinco dias após o Yom Kipur. Era uma forma do povo de Israel se lembrar dos dias em que habitaram em tendas no deserto. Esta festa é também conhecida como festa da colheita. Realizava-se neste período, depois que toda a colheita havia sido feita. É um costume ajuntar quatro espécies de folhas, que é o etrog, um tipo de cidra, nascida em Israel, um galho de lulav (palma)arava(salgueiro), hadas (murta).Juntos e amarrados,dá-se o nome de LULAV. Que é balançado direcionando aos quatro pontos cardeais, que representa a onipresença do Eterno.



A Suká nos ensina que devemos nos abster das vaidades do mundo. E que não devemos nos esquecer de que estamos aqui só de passagem.



Esta festa tem um lado profético, quando nos aponta para a volta de Yeshua, que virá estabelecer o seu Reino de forma visível. Será um tempo de grande regozijo. Yeshua viveu esta festa, retratada em João 7:37 e 38 , quando era costume derramar água sobre o altar. Foi nesta passagem durante a comemoração desta festa que ele chegou dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.



Esta festa está para se cumprir, quando entraremos no verdadeiro Tabernáculo com Yeshua, por isso nos resta celebrarmos esta festa profeticamente e buscando sempre a santidade até o dia da ultima colheita.



O QUE SIGNIFICA O TERMO SUKOT E QUAL SUA RELAÇÃO COM A FESTA?



Conforme escrito sukot significa: barracas. E a relação delas com a festa é a de que nossos antepassados moraram em barracas durante a sua permanência no deserto.



-O QUE É O ARBA MINIM/LULAV?



-São as quatro espécies que juntas, ou seja, amarradas, formam o Lulav:Um etro, tipo de cidra de Israel, uma palma (lulav) .dois galhos de salgueiros(arava). Três galhos de murta (hadas). Com estas espécies que são direcionadas em todos os lados, fazemos uma benção, dizendo que Elohim está em toda parte.



EXISTE UMA RELAÇÃO ENTRE SUKOT E O MASHIACH YESHUA



-Elohim providenciava sempre água para o povo no deserto.Yeshua é a fonte de Águas Vivas que vem profeticamente e eternamente matar nossa sede.



-Assim como as tendas no deserto foi morada passageira, nosso corpo também retrata que somos temporários, mas que Yeshua nos dará um corpo glorificado e que será eterno.



-Sukot nos faz lembrar de que somos peregrinos nesta terra, e que no milênio, no Reino de Yeshua, teremos uma morada eterna. E este milênio se iniciará por volta da época de sukot.



O QUE É SIMCHAT BEIT HASHOEVÁ



-Este ritual também era conhecido como A ALEGRIA DA CASA DE EXTRAÇÂO DE AGUA. Era um momento de celebração em memória da água que o povo extraiu da rocha no Monte Horeb. O sacerdote na manhã do primeiro dia de sukot, também no dia seguinte, pegava jarras de água, circulava o altar e depois derramava esta água sobre ele. O ultimo dia da festa ele circulava o altar por sete vezes e depois derramava a água no altar lavando o sangue dos sacrifícios da manhã. Foi neste momento da festa que Yeshua disse: Quem crê em mim, como diz o Tanach, do seu ventre fluirão rios de águas vivas.



-COMO DEVEMOS CELEBRA SUKOT?



-Devemos construir uma suká e habitar nela se possível, durante sete dias, ou passar algum tempo nela, comendo refeições, lendo a tora, e meditando, adorando. Também devemos fazer as bênçãos do Lulav, recitando Tehilim (Salmo)113 a 118. E nunca esquecer que sukot é a imagem de YHWH habitando em nossas vidas para sempre.



CHANUKÁ:



Chanuká é uma festa histórica, comemorada por todos os judeus no dia 25 de Kislev. O motivo desta festa é a vitória que os judeus tiveram sobre o tirano sírio Antíoco. No 2ºseculo AC, ele conquista Jerusalém, e assim, para mostrar sua vitória sacrifica um porco no altar profanando-o. Ele decretou que os judeus não mais observariam a tora, e que todos deveriam se tornar helenistas, e nem poderiam mais adorar a YHWH. Então se levanta YEHUDÀ MACABI, filho de Matatias, um sacerdote hasmoreu, que liderou uma revolta contra este Antíoco. Eles o vencem, mesmo que sendo um exercito pequeno. Quando entram em Jerusalém, eles retornam ao templo para limpa-lo e para consagrá-lo a YHWH. Dá-se inicio a uma celebração que duram oito dias, porém eles não encontraram óleo suficiente para colocar na chanukia, que era um candelabro, ou seja, uma menorá de 9 pontas. No entanto, um milagre acontece. O pouco azeite que tinha, foi colocado na chanukiá, e durou durante os oito dias da festa, e isto foi considerado um grande milagre.



Esta festa não é um mandamento Bíblico, porém é encontrada nos livros apócrifos e relatada em algumas partes da Bíblia, como no livro de João 10:22-23.8:12 9:5.



Aqui Yeshua diz que ele é a luz, e chanuká celebra esta luz, a festa das luzes, que apontava para Yeshua, a verdadeira luz do mundo. Assim, só nos resta também celebrar esta vitória, pois através de Yeshua a luz eterna somos vitoriosos; o que nos leva a viver uma vida dedicada e consagrada totalmente a Ele. Celebramos hanuká, porque ela é uma festa de celebração histórica de vitória sobre os inimigos estrangeiros e seu paganismo. Esta festa não é um mandamento da Bíblia, pois ela aconteceu após ter sido escrito a tora, porém, ela está relatada nos livros apócrifos e nos Ketuvim Nestsarm.



CHANUKÁ NÂO É O NATAL JUDAICO



Esta festa é uma época para nos lembramos de YHWH e celebramos por sermos seu povo. Também pode se crer que foi nesta época da Festa das Luzes ou seja, Chanuká, que o messias Yeshua foi concebido e seu nascimento se deu durante a festa de sukot, que se dá precisamente 9 meses após chanuká. E Ele nasceu sob uma suká.



-COMO SE CELEBRA CHANUKÁ?



É um dia festivo, quando juntamente com a família e amigos podemos celebrar por sermos um povo separado por Elohim, onde temos a oportunidade de fazer tsedaká, ajudando aos necessitados, presenteando aos amigos e a família. A cada noite acendemos a Chanukiá, que relembra o dia em que ao restaurar o templo o óleo da consagração durou durante oito dias. Também podemos comer comida frita em óleo e as rosquinhas com geléias chamada de sefganiots, também panquecas de batatas (latkes)



-ESTABELENDO UM PARALELO ENTRE O SHAMASCH E YESHUA.



Shamasch é a palavra hebraica para SERVO. Shamach é a vela mais alta usada para acender as outras velas da chanukiá.



Yeshua é o servo vicário que veio para nos servir. Portanto a Escrituras nos ensina que aquele que quiser ser o maior no Reino de YHWH, será aquele que serve. Com certeza, Ele é o maior no reino de YHWH, pois como servo , Ele se fez, e como shamach, a luz maior, ele tem nos acendido, nos dando luz.



UMA OBSERVAÇÂO:



A tora nos instrui a não comer carne de porco, a não adorar outros deuses. No entanto, quando ,este Antíoco invadiu o templo, ele sacrificou um porco no altar, o que a tora condena. Também queria que os judeus levantassem templos para adorarem outros deuses, e que não fizessem a circuncisão em seus filhos, ameaçando de morte aqueles que desobedecessem. Isto levou muitos judeus sofrerem, sendo decapitados, açoitados e sofrer até a morte. Tendo seus filhos crucificados de cabeça para baixo, e quando encontrava algum livro da tora, eles destruíam.



PURIM:



Purim é a história relatada no Livro de ESTER. É uma festa celebrada no 14º dia de Adar.



A história se divide em partes: A primeira relata como Ester se tornou rainha, por causa da esposa do rei (Vasti) que recusou ir a sua presença . Assim, Ester é escolhida rainha no lugar dela. Mordechai, que estava sempre vigiando os passos de sua sobrinha, quando descobre um complô contra o rei, e assim acaba se tornando seu amigo ao relatá-lo o acontecido.



Haman foi colocado como 1º ministro diante do rei, por isso queria que todas as pessoas se inclinassem diante dele. NO entanto Mordechai não obedecia não se prostrava diante dele, e isso veio causar um ódio ferrenho em Haman contra os hebreus. Haman começa a dizer ao rei que tinha um povo no meio deles que não servia as leis da Pérsia, vivendo outras leis. Haman lança a sorte e ela recai sobre os hebreus, o que o rei dá legalidade a ele de mandar matar os hebreus. Mordechai se veste de pano de saco e cinza e sai pela cidade clamando com amargura. Ester fica sabendo do que aconteceu. Ester declara jejum e oração por 3 dias em seu favor. Ela procura o rei, encontrando seu favor, e o convida juntamente com Haman para um banquete. Por duas vezes isso se repete, quando neste dia o qual Haman já havia preparado uma forca para Mordecai,é então que Ester relata ao rei toda trama de Haman. O rei o declara réu de ir para a forca no lugar de Mordecai que é honrado pelo rei, e antes de morrer, Hamã teve que desfilar com Mordecai pela cidade, sendo assim humilhado.



Os hebreus recebem o direito de lutar, assim vencendo. Mordechai envia uma carta a toda província para que os judeus celebrassem este dia, que foi o dia de Purim e que significa SORTE. É uma festa muito alegre, onde temos a oportunidade de presentearmos aos amigos, alimentar aos pobres e celebrar com liberdade agora ainda mais do que nunca, com luzes,mascaras,comidas e muita alegria, o dia da nossa sorte, da nossa vitória que está em Yeshua,que nos tirou da morte eterna e nos deu vida eterna.



- PURIM NÃO É UMA FESTA APONTADA NA TORÁ, MAS PORQUE A CELEBRAMOS?



Porque Purim é uma comemoração histórica da vitória física do povo hebreu. Quando neste dia Hamam declarou destruí-los, porém, através da intervenção mesmo que oculta de Elohim, eles puderam lutar e vencer seus inimigos.



-EXISTEM ALGUNS COSTUMES DE LET A MEGUILAT ESTER,SHALACH MANOL E MATANOT LEVYONIM.



LET A MEGUILAT:



É um pequeno pergaminho contendo a narração do Livro de Ester. Quando neste dia da festa de Purim a sua leitura é feita.



SHALACH MANOL_



É o costume que se tem de neste dia de Purim, enviarmos presentes uns aos outros como demonstração de alegria.



MATANOT LEVYONIM..



Após a leitura da meguilat devemos ainda durante o dia, dar presentes aos pobres, como tsedaká(caridade).



COMO CELEBRAMOS PURIM?



Podemos celebrar com muita alegria, juntamente com a família e amigos. Podemos usar mascaras, fazer teatros, ,realizar brincadeiras fazer uma alimentação kasher e bem saborosa. Temos liberdade para presentear amigos e parentes, como também de enviar provisão para os necessitados após a leitura da Meguilá, sendo que durante esta leitura interrompemos a cada momento que cita o nome de Hamam, podendo bater palmas, assobiar, vaiar,,fazer grande barulho.



No dia anterior a esta festa, podemos jejuar (Ta’anit),e após o dia da festa de purim,celebramos o shushan Purim,que representa a luta contra os anti-semitas na cidade capital murada de shusham que demorou mais um dia .



Podemos recitar as bênçãos para a leitura da história. A benção do dia festivo, a benção sobre época festiva, a benção de Mordechai. A benção sobre os presentes de Matanot L’ Evyonim, benção de Purim e comer os deliciosos biscoitos Hamentaschen com grande alegria pela nossa vitória.

Emily Assunção

ASSIM É O SHABAT

..ASSIM É O SHABAT

Em Exodo 35:1-3 diz: "E reuniu Moisés toda a congregação dos filhos de Israel e disse:Estas são as coisas que o Eterno ordenou que fizessem."Seis dias se fará trabalho,e no SÉTIMO dia haverá para vós santidade,sábado de repouso ao Senhor;todo aquele que nele fizer trabalho será morto.Não acendereis fogo em todas as vossas habitações no dia de sábado". Moisés reune a congregação para que cada membro dê a sua contribuição para a construção do Tabernáculo(metais,tecidos,madeira,etc).Diante de tão grandiosa obra,é de se imaginar que não haveria nada mais importante naquele momento do que finalizá-lo.No entanto,o Eterno ordena que o trabalho seja interrompido no shabat,o que indica que o tempo sagrado(sabado)prevalece sobre o espaço sagrado(o tabernaculo). O Tabernáculo não foi construído para que a shechinah(presença gloriosa)se manifetasse nele( no tabernáculo),mas entre eles(os filhos de Israel),mas,naõ é só isso:Não se trata de uma reflexão sobre o sabado e o tabernáculo,porém da importância do TEMPO e do ESPAÇO como um todo. Quando falamos de espaço,não estamos nos referindo apenas a uma área,como uma sala ,uma casa ou um campo.ESPAÇO aqui,se refere a tudo o que ocupa lugar no mundo físico,tudo o que pode ser avaliado pelos nossos sentidos. Quando alguem se dedica por algum tempo a alguma atividade,as pessoas perguntam "o que voce vai ganhar ou está ganhando com isso"?Ou seja,o TEMPO,na cabeça da maioria das pessoas,deve oferecer algum retorno no mundo físico-o que nem sempre é possivel mensurar. Entendo que D'us é percebido no tempo e não no espaço,pois Ele é ETERNO.A Percepção do sagrado no espaço é uma das armadilhas da contra inteligência,daí,o pecado do bezerro de ouro. D'us é o que está acontecendo e a dificuldade em percebê-lo está na dificuldade de todo ser humano em trazer a sua consciência para o aqui e o agora.Estamos em casa pensando no trabalho;estamos no trabalho pensando em voltar para casa.Estamos em uma reunião com a cabeça na próxima-ou no que deixamos de falar na reunião anterior.Se D'us é o que está acontecendo,estamos constantemente nos desencontrando. Como bons crentes deveriamos orar pela manhã,à tarde,e à noite.Porém,á tarde é o momento do auge do nosso processo produtivo.Parar tudo para orar é um grande desafio para muitos,no entanto este momento se torna glorioso e podemos ver uma ação poderosa de D"us,porque,quanto maior o obstáculo,maior a possibilidade de revelação da luz. O sabado começa na noite de sexta-feira e segue até a noite de sábado,onde fazemos o partir do pão,e para a maioria dos judeus,o sábado se resume aos rituais e as proibições das categorias de trabalho,afinal é o dia em que D'us descansou.Esta é uma limitada do processo.Algumas pessoas seguirão a risca as 39 proibições e não terão vivido o shabat.Outras,acenderão luzes em casa,farão uso do computador e carregarão caixas,entre outras coisas,e o shabat será uma experiencia intensa para elas. Qual o mistério?Depois de uma semana de trabalho,o sabado não é um dia para se descansar,mas para se APRECIAR A OBRA.Não basta estar de corpo presente em um ritual de revelação do sábado,é preciso comprometer a mente e o coração.A palavra-chave para o SHABAT é MENUCHAH(tranquilidade),um estado de espirito,alcançando quando voltamos a nossa atenção para a SHECHINAH de Hashem. Viver o shabat é estar plenamente consciente do seu momento,livre das cobranças dos dias comuns.Se passamos a semana buscando dominar o mundo,este é o dia para nos deixar dominar pela plenitude da luz espiritual que se encontra mais abundante neste dia. Imagine um rio com uma forte correnteza.Voce se serve deste rio captando a sua agua para as necessidades diárias(alimentação,higiene,etc),mas não pode nadar nele,sob o risco de ser levado e morrer.Imagine agora que uma vez na semana esta correnteza cessa,o que lhe dá a oportunidade de usufruir do rio de uma forma:Voce pode se banhar em suas aguas,deslizar na sua superfície ou explorar os pontos mais profundos com segurança.Este é o espirito de sábado.Comece a fazer do seu shabat uma experiência diferente.Sirva o CRIADOR com alegria

SHABAT SHALOM!!!!!!

Bahuh Hashem

A LEGITIMIDADE DE ISRAEL

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..A LEGITIMIDADE DE ISRAEL



Por Manuel Tenenbaum



* Prof. Manuel Tenenbaum é um dos mais destacados intelectuais da comunidade judaica na América Latina, vivendo na Argentina. Foi Diretor-geral do Congresso Judaico Latinoamericano.



Desde que em 1948, contra todas as previsões dos estrategistas militares, diplomatas experimentados e pedantes formadores de opinião, Israel não se deixou atirar no mar, o Estado judeu tem problemas de imagem e de legitimidade.



Com menos de uma década do seu estabelecimento já estava estigmatizado pela União Soviética e pelos terceiro-mundistas de diversa afiliação como “avançada do imperialismo”, enquanto que o regime de Nasser e os dois partidos “baatistas” da Síria e do Iraque recebiam o rótulo de “progressistas”.



Quando Nasser fechou o Estreito de Tiran e obrigou as forças da ONU a se retirarem na véspera do que foi a Guerra dos Seis Dias, o Presidente francês Charles De Gaulle declarou agressores aos israelenses e teve sua famosa frase “povo seguro de si mesmo e dominador”.



Veio depois o abjeto sabá na ONU, quando se declarou ao sionismo racista. O século XX precisava do seu libelo de sangue e conseguiu-o no mais alto nível internacional.



Atacado no meio de Iom Kipur, Israel –perdedor no princípio- teve a ousadia de se recuperar e de expulsar o inimigo para o seu território.



Israel se defendeu e acabou vitorioso em guerras que, de ter sido derrotado em uma, teria deixado de existir. Recebeu mais de meio milhão de judeus perseguidos e saqueados no mundo árabe e em lugar de conservá-los como refugiados transformou-os em cidadãos. Além disso, Israel não treina suas crianças e adolescentes na estratégia do fanatismo anti-árabe do terror e do desprezo à vida humana. Tampouco pertence a nenhum bloco regional, não tem vinte-e-um estados irmãos nem mais de cinqüenta que pratiquem sua mesma religião.



Estas circunstâncias certamente não contribuem para polir a imagem israelense. Mais de vinte mil soldados e civis mortos nas guerras que lhe foram impostas e nos atentados terroristas são “pouco” sangue derramado. Ter se defendido com eficácia, um “pecado” maior. Não ter mantido e exposto seus próprios refugiados à miséria, um demérito para atrair a compaixão universal. E o pior de tudo, Israel prefere se manter firme e incompreendido antes que destruído e consolado na sua desgraça.



A atual pulsão anti-israelense do mundo midiático e da opinião pública que implica em espasmos de anti-semitismo com “honrada consciência” está repleta de tergiversações e hipocrisias.



Há um par de mentiras grosseiras que foram adotadas com entusiasmo digno da melhor causa pela “non sancta alianza” de agitadores pró-palestinos, energúmenos neonazistas, esquerdistas cheios de ódio pelo afundamento do mundo comunista, e intelectual e políticos –especialmente europeus- que se deleitam vilipendiando Israel, que se arriscam em nome do direito internacional e dos Direitos Humanos enquanto proclamam não serem anti-semitas.



Mentira número uno: Israel é um Estado estrangeiro no Oriente Médio.



Mentira número dois: Israel invadiu a Palestina.



Si estas mentiras tivessem um ápice de verdade, tudo o que se denomina civilização ocidental cairia por sua base e literalmente não existiria. A carta constitucional do povo judeu é o Tanach, a Bíblia que o mundo civilizado considera como a fonte primigênia de legitimidade, cultura e moral.



Mil anos antes do nascimento do judeu Jesus de Nazareth e mais de 1600 anos antes do surgimento do Islã no deserto da Arábia, David e Salomão já reinavam como governantes de um Estado judeu em Eretz Israel e nunca, em nenhuma época, houve na referida terra um Estado autóctone que não fosse judeu. Houve, sim, invasões imperialistas que destruíram a independência hebréia durante longos interregnos, sem que os judeus jamais tivessem renunciado a reivindicar os seus direitos sobre sua terra nem deixaram de habitá-la por um só dia.



A legitimidade do Estado de Israel, re-fundado em 1948 em Eretz Israel (conhecida então como Palestina e o país dos judeus) se baseia em incontestáveis fundamentos de ordem religiosa, histórica, cultural, jurídica e política.



Todo o Tanach, a partir da concessão superior contida na Torá, da fé da propriedade judia de Eretz Israel, espaço territorial no qual se formou a personalidade do povo judeu, se desenvolveu a experiência monoteísta e se deram ao mundo os princípios fundamentais do direito e da ética, sem os quais a humanidade estaria nas trevas. Foi neste pequeno território, porém cheio de santidade e profecia que os judeus se propuseram irradiar luz para as nações, missão que cumpriram cabalmente nas mais diversas esferas e que tão ingratamente lhe foi recompensada.



Toda a história universal fala de povos que vão e vêm, mas os judeus permanecem, e sempre na direção de Eretz Israel, sem cuja centralidade seu legado espiritual seria incompreensível.



No mundo contemporâneo a política e o direito construíram o paradigma da autodeterminação dos povos e na ONU reconhecem-se 192 nações, entre elas 57 islâmicas e 21 árabes. A um só Estado se pretende discutir a legitimidade, ao Estado do povo do Tanach. No entanto se trata de um vão propósito, que só esconde a frustração dos que têm que se resignar por não poder destruir militarmente Israel. Ninguém está fazendo um favor ao Estado judeu ao reconhecer seu direito à existência, nem ninguém pode afetá-la ao desconhecê-la. Israel se funda pela decisão do povo judeu e pela justiça da sua causa, amparada não só pela promessa bíblica, pela história, pela cultura e por decisões relevantes do direito internacional, mas por seu próprio direito natural a ser um Estado na terra da sua origem e constituição.



Num mundo do avesso da mídia e da política atuais, destruir as Torres gêmeas, atentar contra a Estação de Atocha ou colocar bombas em Londres é sempre terrorismo da pior espécie. Porém enviar bombas humanas para massacrar israelenses em confeitarias, discotecas, ônibus escolares, pontos de ônibus e outros lugares de aglomeração pública, “não é terrorismo, é resistência”. Lançar mísseis de foguetes contra a população civil do sul de Israel “luta”.



Tamanha aberração só se explica porque o desacreditado anti-semitismo pós Segunda Guerra Mundial encontrou por fim sua válvula de escape: o anti-israelismo. Hoje Israel é entre os Estados o que os judeus foram durante séculos entre os povos e é objeto de idênticas calúnias e libelos.



Que os judeus somos os únicos aliados fiéis com que Israel pode contar já não é uma mera frase retórica. Hoje mais que nunca a missão das comunidades judias no mundo é levantar-se em apoio a Israel, repudiando e desmascarando as difamações e informações falsas de que é vítima. A confrontação é em essência um choque de vontades e a primeira parte que se desmoraliza perde. É por esta razão que aprofundar a consciência judia em nossas comunidades se tornou hoje mais que nunca uma tarefa urgente. Com fé em nosso destino, o povo e o Estado judeu ganharão também esta batalha, que é a batalha não só de Israel, porque nesta luta está em jogo ao mesmo tempo a honra e a seguridade das comunidades judias do mundo inteiro.





ORAI PELA PAZ DE JERUSALEM!

Por Que Lutero Tornou-se um Anti-Semita?

..Por Que Lutero Tornou-se um Anti-Semita?



Jan Willem van der Hoeven



Em 1523, Martim Lutero escreveu:

Talvez eu consiga atrair alguns judeus para a fé cristã, pois nossos tolos, os papas, bispos, sofistas e monges... Até agora os têm tratado tão mal que... se fosse judeu e visse esses idiotas cabeças-duras estabelecendo normas e ensinando a religião cristã, eu preferiria ser um porco a ser cristão. Pois esses homens trataram os judeus como cães, e não como seres humanos .[1]

Essa declaração foi feita no início do período da Reforma, quando Lutero ainda era muito jovem. Nos anos seguintes, entretanto, ele ficaria cada vez mais irritado com o fato de que os judeus, ao lado de quem ele se colocara contra os preconceitos da Igreja Católica Romana, recusavam-se terminantemente a se converter ao Cristianismo.

Vinte anos mais tarde, amargurado e desapontado, Lutero escreveu estas palavras inacreditáveis a respeito do povo que um dia defendera:

Em primeiro lugar, suas sinagogas deveriam ser queimadas... Em segundo lugar, suas casas também deveriam ser demolidas e arrasadas... Em terceiro, seus livros de oração e Talmudes deveriam ser confiscados. .. Em quarto, os rabinos deveriam ser proibidos de ensinar, sob pena de morte... Em quinto lugar, os passaportes e privilégios de viagem deveriam ser absolutamente vetados aos judeus... Em sexto, eles deveriam ser proibidos de praticar a agiotagem [cobrança de juros extorsivos sobre empréstimos]. .. Em sétimo lugar, os judeus e judias jovens e fortes deveriam pôr a mão na debulhadeira, no machado, na enxada, na pá, na roca e no fuso para ganhar o seu pão no suor do seu rosto... Deveríamos banir os vis preguiçosos de nossa sociedade. Portanto, fora com eles...

Resumindo, caros príncipes e nobres que têm judeus em seus domínios, se este meu conselho não vos serve, encontrai solução melhor, para que vós e nós possamos nos ver livres dessa insuportável carga infernal – os judeus .[2]





Muitos alemães puderam afirmar, séculos depois, que estavam seguindo a orientação de Lutero ao incendiarem sinagogas judaicas durante a Kristallnacht ["Noite dos Cristais"], episódio que se tornou o ponto de partida para acontecimentos muito piores [durante o tempo do nazismo].

Com essas palavras, e a atitude assustadora por trás delas, o alemão Lutero lançou os fundamentos do anti-semitismo do Terceiro Reich. Muitos de seus compatriotas puderam afirmar, séculos depois, que estava seguindo a orientação de Lutero ao incendiarem sinagogas judaicas durante a Kristallnacht ["Noite dos Cristais"], episódio que se tornou o ponto de partida para acontecimentos muito piores [durante o tempo do nazismo].

Com razão, o Dr. Michael Brown, um judeu messiânico, pergunta:

Seria possível que [...] um homem cujos escritos deflagraram a Reforma Protestante, [...] cujos comentários sobre Romanos e Gálatas contribuíram para as conversões de John e Charles Wesley [...] seria possível que suas palavras tivessem ajudado a atiçar as chamas dos fornos de extermínio nazistas?[3]

Em seu livro Why the Jews [Por Que os Judeus?], Dennis Prager e Joseph Telushkin escrevem:

[...] os escritos posteriores de Lutero, atacando os judeus, eram tão virulentos que os nazistas os citavam freqüentemente. De fato, Julius Streicher argumentou durante sua defesa no julgamento de Nuremberg que nunca havia dito nada sobre os judeus que Martim Lutero não tivesse dito 400 anos antes .[4]

O próprio Hitler considerou Lutero uma das três maiores figuras da Alemanha, juntamente com Frederico, "o Grande", e Richard Wagner.[5]





Julius Streicher argumentou durante sua defesa no julgamento de Nuremberg que nunca havia dito nada sobre os judeus que Martim Lutero não tivesse dito 400 anos antes.

Ao executarem seu primeiro massacre em larga escala, em 9 de novembro de 1938, no qual destruíram quase todas as sinagogas da Alemanha e assassinaram trinta e cinco judeus, os nazistas anunciaram que a perseguição era uma homenagem ao aniversário de Martim Lutero.[6]

Portanto, em seus últimos anos de vida, Martim Lutero pode ter abortado o efeito da Reforma que ele mesmo havia iniciado, por causa de seu ódio e de seus discursos amargos contra o mesmo povo que nos legou as Escrituras, que trouxe ao mundo os apóstolos e profetas e através do qual veio até nós o Messias – Jesus, nosso Senhor.

Tudo isso é extremamente triste e deve nos servir de alerta, pois o que ocorreu a um homem tão poderosamente usado por Deus pode acontecer com qualquer um de nós, no que se refere aos judeus – o povo de Deus.

Lutero deveria ter prestado mais atenção às palavras de Paulo em sua Epístola aos Romanos (como todos nós devemos), que ele conhecia tão bem: "Pergunto, pois: terá Deus, porventura, rejeitado o seu povo? De modo nenhum! [...] Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios. E, assim, todo o Israel será salvo..." (Romanos 11.1,25-26).

Portanto, talvez a arrogância e a cegueira que se verificam nos dias de hoje em relação ao plano e propósito final de Deus para com Seu povo, os judeus, sejam piores que a cegueira e o anti-semitismo da maior parte dos membros da igreja no passado, inclusive de Lutero, pois, enquanto eles viveram no período da dispersão dos judeus, nós vivemos no período da reunião de Israel.

Poderíamos dizer que, em sentido bíblico, a dispersão dos judeus sempre teve uma conotação negativa como juízo de Deus sobre Seu povo. Mas, da mesma forma, sua reunião tem uma conotação positiva, pois o que permite aos judeus retornarem ao seu lar é o amor de Deus e Sua graça para com eles. Desse modo, a atitude crítica e muitas vezes anti-semita que a igreja de hoje adota em relação a Israel é ainda mais condenável do que a de Lutero.

Isso nos faz lembrar as seguintes palavras: "Assim diz o Senhor dos Exércitos: Com grande empenho, estou zelando por Jerusalém e por Sião. E, com grande indignação, estou irado contra as nações que vivem confiantes; porque eu estava um pouco indignado, e elas agravaram o mal. Portanto, assim diz o Senhor: Voltei-me para Jerusalém com misericórdia; a minha casa nela será edificada... As minhas cidades ainda transbordarão de bens; o Senhor ainda consolará a Sião e ainda escolherá a Jerusalém" (Zacarias 1.14-17).

E também: "Ouvi a palavra do Senhor, ó nações, e anunciai nas terras longínquas do mar, e dizei: Aquele que espalhou a Israel o congregará e o guardará, como o pastor, ao seu rebanho" (Jeremias 31.10). "Não temas, pois, servo meu, Jacó, diz o Senhor, nem te espantes, ó Israel; pois eis que te livrarei das terras de longe e à tua descendência, da terra do exílio; Jacó voltará e ficará tranqüilo e em sossego; e não haverá quem o atemorize. Porque eu sou contigo, diz o Senhor, para salvar-te; por isso, darei cabo de todas as nações entre as quais te espalhei; de ti, porém, não darei cabo, mas castigar-te- ei em justa medida e de todo não te inocentarei" (Jeremias 30.10-11).





Talvez a arrogância e a cegueira que se verificam nos dias de hoje em relação ao plano e propósito final de Deus para com Seu povo, os judeus, sejam piores que a cegueira e o anti-semitismo da maior parte dos membros da igreja no passado, inclusive de Lutero, pois, enquanto eles viveram no período da dispersão dos judeus, nós vivemos no período da reunião de Israel.

Portanto, fica claro que, assim como Deus disse que Seu povo seria espalhado, Ele também afirmou que haveria um dia em que ele seria novamente reunido na terra que lhe havia prometido. O salmista anteviu que, assim como houve um período de desfavorecimento, chegaria também o dia em que Israel voltaria a desfrutar do favor de Deus: "Levantar-te-á s e terás piedade de Sião; é tempo de te compadeceres dela, e já é vinda a sua hora" (Salmo 102.13).

Como é triste ver que um dos pais da Reforma estava cego para esta verdade e acabou se voltando ferozmente contra os judeus, em vez de revestir-se da humildade que Paulo recomenda em suas cartas: "Não te glories contra os ramos; porém, se te gloriares, sabe que não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz, a ti" (Romanos 11.18).

Desse modo, por causa de seu próprio preconceito anti-semita, Lutero – cuja Reforma originou-se de uma rebelião contra a influência pagã de Roma sobre a fé cristã – foi incapaz de levar a igreja de volta às suas raízes judaicas e à sua origem em Jerusalém. Curiosamente, em vez de Jerusalém e os ensinos dos apóstolos terem se tornado o ponto central da Reforma, Genebra e os ensinos de Calvino e outros reformadores ocuparam o centro do Protestantismo.

Portanto, Lutero abortou a Reforma da qual tanto desejava ser instrumento. Em vez de afastar a igreja das influências pagãs de Roma e fazê-la retornar às suas origens bíblicas em Jerusalém – onde a igreja verdadeira está arraigada e enxertada – ele tirou-a da direção de Roma e apontou-a na direção de Genebra. E, hoje em dia, com Israel habitando novamente em sua terra, pela graça de Deus, a atitude arrogante e crítica da maior parte da igreja em relação a Israel demonstra que ela está mais longe do que nunca de Jerusalém. Enquanto isso, Genebra está voltando às suas origens, em nome de um falso espírito ecumênico que devorará os frutos da Reforma numa igreja mundial unida, cuja capital será Roma.

Com os judeus agora de volta à sua terra e prontos para entrar no período mais abençoado de sua história, num claro cumprimento das repetidas promessas de Deus, alguém poderia pensar que a igreja, cônscia de seu vergonhoso passado em relação ao povo judeu, estaria desejosa de consertar-se, de todo o coração, demonstrando amor e misericórdia, dando apoio e orando por esse povo. Mas, longe disso! A maioria das igrejas já está emitindo declarações oficiais em relação aos judeus reunidos em sua terra que mostram que o anti-semitismo "cristão" do passado está mais vivo do que nunca, com uma diferença: agora ele se dirige contra o povo judeu em sua terra e recebe o nome de anti-sionismo.





Os judeus estão de volta à sua terra e prontos para entrar no período mais abençoado de sua história, num claro cumprimento das repetidas promessas de Deus.

O capítulo sobre anti-semitismo anti-sionista do livro de Prager e Telushkin mostra com clareza que não existe nenhuma diferença real entre essas duas posturas:

Durante sua longa história, o judaísmo tem defendido a idéia de que a nacionalidade judaica constitui a base do judaísmo, juntamente com Deus e a Torá. Como está escrito num antigo texto judaico, "Deus, Torá e Israel são um". A autodefinição dos judeus como uma nação com pátria em Israel não é uma nova crença política dos judeus contemporâneos, mas a essência do judaísmo, desde os tempos bíblicos.[7]

É quase inacreditável o modo como igrejas e crentes genuínos de hoje – a exemplo do que fez Lutero no passado – censuram e criticam violentamente o povo de Israel, quando a Bíblia em que eles afirmam crer não deixa a menor dúvida acerca das intenções de Deus para com Seu povo, repetindo diversas vezes a mesma afirmação: após um período de dispersão, Ele o reunirá novamente na terra que prometeu dar-lhe em possessão eterna.





Knesset, o parlamento israelense.





O fato de até mesmos crentes verdadeiros terem a ousadia de emitir declarações antiisraelenses faz com que nos perguntemos: será que a mesma falta de progresso evangelístico, que fez com que Lutero se voltasse contra os judeus, não estaria colocando os cristãos genuínos de hoje contra os claros ensinamentos da Palavra de Deus, em que afirmam crer? Assim como Lutero queria que a Epístola de Tiago – irmão de Jesus – fosse retirada do cânon porque parecia judaica demais, essas pessoas parecem querer contornar os claros ensinamentos do Novo Testamento acerca do futuro bíblico e maravilhoso de Israel, descrito por Paulo em Romanos 9-11.

Lutero sucumbiu às influências de sua época e acreditou na calúnia de que os judeus estavam tramando envenenar os cristãos, como demonstrou ao escrever:

Se eles [os judeus] pudessem matar-nos, o fariam alegremente, sim, e muitas vezes o fazem, principalmente os que professam a medicina...[ 8]

Do mesmo modo, alguns cristãos de hoje não hesitam em repetir, deliciados, todas as mentiras e invenções contra os israelenses que os muçulmanos e inimigos de Israel espalham em qualquer lugar do mundo, aceitando-as prontamente como fatos comprovados, e não como distorções maldosas do que realmente está ocorrendo. Um bom exemplo é o rebuliço gerado entre os cristãos em geral, e até entre cristãos amigos de Israel, pela proposta de um projeto de lei anti-missionário. Esse projeto não conta sequer com o apoio do governo israelense, como fica claro numa carta do então primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, recebida por um colega meu:

Gostaria de assegurar-lhe que esse projeto de lei não tem o apoio do governo de Israel. Ele foi apresentado como uma proposta particular de alguns membros, pelas mãos de Nissim Zvilli, do Partido Trabalhista, e do rabino Moshe Gafni, do partido YaHadut HaTorah. Com menos de trinta membros do Knesset [o parlamento israelense] presentes na sessão, o projeto conseguiu aprovação numa leitura preliminar. Entretanto, para ser sancionado como lei, ele precisa ser aprovado em três outras audiências. O governo é terminantemente contra esse projeto e não poupará esforços para que ele não seja aprovado*.[9]

Por sua vez, como lemos num artigo de Yossi Klein HaLevi publicado no Jerusalem Report, a Autoridade Palestina não tem pudores de dizer que, perante suas leis e costumes, o ato dum cristão levar um muçulmano a Cristo é considerado crime. Isso foi evidenciado no caso de Muhammed Bak'r, um ex-muçulmano que, depois de aceitar Jesus, levou quatro outros muçulmanos a se converterem ao cristianismo e, por isso, foi preso e torturado pelas autoridades palestinas.

O mesmo destino teve Shakr Saleh, um muçulmano que se entregou a Cristo há alguns anos e agora vive escondido após ter sido arrancado de sua casa, seqüestrado, interrogado e torturado pelos "policiais" palestinos de Jibril Rajoub, em Jericó.

Segundo um recente comunicado cristão à imprensa:

Bak'r é a mais recente vítima da campanha empreendida oficialmente pela Autoridade Palestina com o intuito de perseguir ex-muçulmanos que se converteram à fé cristã para desestimular novas conversões. De acordo com a lei islâmica, converter-se a outra religião é crime punível com a morte.[10]

Diante disso, é chocante ouvir o clamor de cristãos do mundo inteiro contra Israel por causa de uma lei que ainda nem foi aprovada, enquanto não se ouve quase nenhum murmúrio pelos pobres cristãos palestinos torturados e ameaçados de morte por seus próprios compatriotas. Isso realmente é muito estranho.

Deveríamos ler novamente os relatos sobre os gritos aterradores de muitos cristãos, homens e mulheres, que foram mortos, mutilados e violentados pelos asseclas de Arafat, durante os anos em que este exerceu seu brutal reino de terror no Líbano. Assim saberíamos qual – ou quem – é a principal ameaça à comunidade cristã palestina. Não se trata de Israel!

Vejamos alguns relatos:

1. Testemunhando numa audiência diante da subcomissão de Relações Exteriores do Senado dos EUA sobre perseguições religiosas no Oriente Médio, em 1º de maio, a escritora Bat Ye'or declarou:

O século XIX – até mesmo após a I Guerra Mundial – foi um período traumático marcado pelo genocídio de cristãos em massacres que se estenderam desde os Bálcãs (Grécia, Sérvia, Bulgária) até a Armênia e o Oriente Médio. Nesse contexto de morte, os cristãos orientais conceberam, em finais do século XIX, a doutrina da simbiose islâmico-cristã numa tentativa desesperada de se protegerem contra o terror e a escravidão. Essa doutrina – que também incluía o anti-sionismo – tinha muitas facetas, tanto políticas quanto religiosas. No fim das contas, seus resultados foram, em sua maioria, negativos.

Essa doutrina, que ainda tem seguidores nos dias de hoje, é responsável pelo silêncio geral em relação à tragédia permanente em que vivem os cristãos orientais. Qualquer menção da jihad e das perseguições de cristãos pelos muçulmanos era assunto tabu, porque não fazia sentido denunciar a perseguição e, simultaneamente, proclamar a existência de uma pretensa simbiose islâmico-cristã , desde o passado até os dias atuais. É nesse casulo de mentiras e de silêncio deliberadamente imposto, firmemente apoiado pelas igrejas, os governos e a imprensa – cada um por suas próprias razões – que a perseguição de cristãos pôde desenvolver- se livremente durante este século até o presente momento, quase sem obstáculos.[11]

O tributo de sangue do islã:

• Mais de 5.000 cristãos foram mortos por árabes muçulmanos no Líbano, entre 1975 e 1982.

• Cerca de 120.000 católicos foram assassinados por muçulmanos nas Filipinas, desde 1972.

• Aproximadamente 200.000 católicos foram mortos durante a invasão do Timor Leste (de maioria cristã) pelas autoridades islâmicas da Indonésia.

• Uma estimativa conservadora aponta que entre 500.000 e 700.000 cristãos negros do Sul do Sudão foram mortos ou vendidos como escravos por árabes muçulmanos que ocuparam a região Norte do país.

• Os muçulmanos também mataram muitos judeus (cerca de 16.000 em Israel, desde 1948), assim como outros muçulmanos que caíram em desgraça por qualquer razão (na Argélia, por exemplo, foram mortas cerca de 60.000 pessoas, de todas as posições sociais, desde 1992).[12]

2. Mike Horowitz, do Hudson Institute, declarou numa entrevista concedida a Chuck Colson, ex-assessor da Casa Branca:

Pelo mesmo preço que antes se pagava por algumas galinhas, é possível comprar um escravo cristão... nas feiras-livres do Sudão. As mulheres custam mais caro, e são compradas como concubinas. Esses escravos são crianças cristãs arrancadas violentamente de seus lares pelos bandoleiros que mandam no Sudão. E essas crianças são marcadas a ferro. Se tentarem escapar, seus tendões de Aquiles são cortados. Elas são usadas como bancos de sangue vivos para soldados feridos. As comunidades cristãs são submetidas sistematicamente à fome e a bombardeios devastadores. Além disso, no Sul do Sudão uma grande porcentagem da comunidade cristã (os números são quase impossíveis de determinar com exatidão) já foi exterminada por esse governo islâmico radical.[13]

Exceto a do Sudão, cujos líderes perversos e fanáticos eram amigos de Yasser Arafat, nenhuma comunidade cristã sofreu tanto nas mãos de muçulmanos quanto os libaneses durante o domínio dos homens comandados pelo então chefe da OLP. Aqui estão alguns relatos impressionantes e dramáticos:

1. Hassan Abdel al-Hamid contou a um repórter israelense a respeito da antiga prisão no quarteirão da casbah, a cidade velha de Sidom, que serviu de câmara de tortura para os adversários políticos da OLP e onde uma das salas foi separada especialmente para a prática de estupros:

A prisão foi construída em 1973 e muitas famílias foram levadas para lá. À noite, eles traziam moças jovens para o gabinete. Numa sala especial usada apenas para este fim, podia-se ouvir as moças gritando: "Alá, deixe-nos em paz; Alá, proteja suas mulheres; por favor, não permita que nossa honra seja manchada". Depois de algum tempo, os gritos cessavam.

Uma fotografia de Arafat foi encontrada sobre a cama onde as atrocidades eram cometidas. Os moradores de Sidom disseram que, nas ruas próximas, era possível ouvir os gritos das jovens quase todas as noites.[14]

2. A escola cristã no norte de Nabatieh era dirigida por sete freiras, antes da OLP tomar o poder. A irmã A. contou o que aconteceu quando a OLP chegou:

Primeiro, eles levaram a irmã C. à força e a violentaram. Depois, nos espancaram. Ficamos escondidas nos porões do mosteiro por dezoito meses. A comida era trazida à noite pelos cristãos da região. Durante sete anos, os sinos do nosso mosteiro não tocaram.[15]

Não é estranho – muito estranho – que, apesar de todo esse terror e morticínio que os cristãos enfrentam nas mãos de muçulmanos e palestinos, grande parte da TV, rádio e imprensa escrita – e até mesmo a imprensa cristã – não diga praticamente nada sobre esse aspecto do sofrimento dos cristãos no Oriente Médio e, ao mesmo tempo, numa típica atitude anti-sionista e anti-semita, aponte Israel repetidamente como a ameaça à paz e à presença cristã no Oriente Médio?

Vejamos as palavras esclarecedoras do Dr. Walid Phares:





Os atuais problemas políticos, as limitações impostas sobre os cristãos como resultado das investidas constantes e os dramas da intifada garantiram aos árabes [palestinos] islâmicos considerável ajuda por parte das nações muçulmanas "irmãs".

As pessoas geralmente pensam que os cristãos do Oriente Médio restringem-se a um grupo de palestinos. Na verdade, estes são apenas uma parcela dos milhões de cristãos que se encontram distribuídos desde o Sudão até a Armênia: mais de 10 milhões de cristãos coptas vivem no Egito; 4 milhões de cristãos no Sul do Sudão; 1 milhão e meio no Líbano; 1 milhão de assírios-caldeus no Iraque; 1 milhão de cristãos na Síria e 500 mil no Irã, entre outros.

Aos olhos dos cristãos do Oriente Médio, a criação do Estado de Israel foi vista como um progresso altamente positivo, pois eles consideraram o renascimento de Israel como uma promessa de que sua própria libertação estava a caminho. Durante décadas, secreta ou abertamente, os cristãos de países como o Líbano, o Iraque e o Sudão têm enaltecido o modelo de Israel e procurado imitá-lo. Essa atração entre Israel e os cristãos do Oriente Médio vem desafiando a ordem árabe-islâmica na região.[16]

Ouçamos também as palavras de um padre católico na Terra Santa, divulgadas numa publicação oficial do Vaticano, La Terra Sancta, em 1997:

As dificuldades enfrentadas pelos cristãos são causadas pelo fato dos muçulmanos estarem cada vez mais tomando posse da terra a fim de impedir que os cristãos continuem habitando ali [...].

Os cristãos estão abandonando o Oriente Médio. Infelizmente, este é um fato inegável. Muitos têm analisado esse fenômeno, e alguns prevêm que, daqui a 30 anos, não haverá mais cristãos na região [...]

Já que os muçulmanos não podem, por enquanto, implementar uma sociedade islâmica homogênea na nação inteira, envolvendo estilo de vida e as leis do país, eles estão tentando "islamizar a terra", i.e., torná-la propriedade de muçulmanos [...]

De qualquer forma, os muçulmanos continuam usando seus truques para adquirir propriedades. Eles pagam quantias astronômicas em Belém, não só para comprar terras. Nas áreas sob a jurisdição de minha paróquia, uma família cristã quis vender parte de sua propriedade. Apareceram uns compradores muçulmanos, mas a família avisou que preferia vender para outros cristãos. Finalmente, eles conseguiram vender a área, mas, pouco tempo depois, os muçulmanos tentaram incendiar a casa. Quem foi responsabilizado pelo fogo criminoso? "Crianças", disseram eles. Felizmente, desta vez os proprietários da casa perceberam o início do incêndio e conseguiram apagá-lo a tempo. Mas, em Jerusalém, duas lojas foram queimadas por dois garis e ficaram completamente destruídas.

Como vemos, a idéia de islamizar a terra provoca grandes tensões e, ao mesmo tempo, diminui cada vez mais o espaço vital disponível para os cristãos. Os atuais problemas políticos, as limitações impostas sobre os cristãos como resultado das investidas constantes e os dramas da intifada garantiram aos árabes [palestinos] islâmicos considerável ajuda por parte das nações muçulmanas "irmãs", enquanto aos cristãos é dito apenas: "Vocês têm suas igrejas" (que coletam ofertas na Sexta-Feira da Paixão e que não são sustentadas por poços de petróleo).

Se essa situação continuar, as jovens famílias cristãs terão cada vez maior dificuldade de adquirir suas propriedades e casas e, assim, não conseguirão fincar raízes em sua terra natal e serão forçadas a juntar-se à onda de cristãos que estão emigrando da Terra Santa.[17]

Diante disso tudo, fica a pergunta: qual a razão dessa insistente atitude tendenciosa – até mesmo entre os cristãos – contra o povo judeu em geral, e contra o povo de Israel em particular, enquanto os verdadeiros culpados pela situação do Oriente Médio geralmente ficam impunes?





Será que, se algum dia os muçulmanos tiverem a bomba atômica e se sentirem em condições de completar a Solução Final de Hitler, incorporando a nação independente de Israel a um Estado palestino muçulmano, eles poderão justificar suas ações usando como argumento as citações de muitos clérigos e críticos cristãos que ajudaram a criar o clima favorável à destruição de Israel com suas violentas e incessantes censuras e sua tendenciosidade?

Será que o antigo antagonismo de Lutero e de outros patriarcas da igreja e teólogos está influenciando a teologia e as atitudes da igreja moderna em relação ao povo de Israel? É isso que demonstra a recente resolução tendenciosa do Sínodo Presbiteriano dos EUA contra Israel.

Será que, se algum dia os muçulmanos tiverem a bomba atômica e se sentirem em condições de completar a Solução Final de Hitler, incorporando a nação independente de Israel a um Estado palestino muçulmano, eles poderão justificar suas ações usando como argumento as citações de muitos clérigos e críticos cristãos que ajudaram a criar o clima favorável à destruição de Israel com suas violentas e incessantes censuras e sua tendenciosidade?

Pouca coisa mudou com o passar dos anos. A história – ao que parece – realmente se repete.



(www.israelmybeloved .com - http://www.beth- shalom.com. br)

Jan Willem van der Hoeven é diretor do International Christian Zionist Center.

Esta carta foi enviada pelo Ramban

..Igueret HaRamban

Esta carta foi enviada pelo Ramban (Rabi Moshé ben Nachman) da cidade de

Acco a seu filho que vivia na Catalunha, para fortificar-lhe a visão da humildade, a

quem ordenou que a lesse una vez por semana e que a estudasse com seus filhos, e

que a soubessem de cor, de modo a educá-los desde a infância em Irat Shamaim

(temor ao Todo-Poderoso). Acrescentou que no dia em que lesse esta carta,

responderiam dos Céus a tudo que pedisse. E todo aquele que se acostumasse a

dizê-la teria certeza de ser salvo de qualquer infortúnio e teria garantido sua parte

no Oláam Habá (mundo vindouro). [Introdução extraída do livro “ME´ULEFET

SAPIRIM]



"Ouça meu filho a Ética (moral) de seu pai e não abandone a

instrução de sua mãe.” (Mishlei 1,8)

Acostuma-te a dirigir-te a qualquer pessoa, sempre calmamente. Assim fugirás da

ira, defeito grave que conduz ao pecado. Nossos sábios nos disseram (Nedarim 22

Amud 1): "Aquele que se irrita, todas as formas de inferno sobre ele se abatem",

assim como foi dito no Eclesiastes (Kohelet 11,10): "Afasta a cólera de teu

coração e dissipa todo o mal de tua pessoa". E não há mal senão Guehinóm como

está escrito (Mishlei 16,4): “até o ímpio para o dia do mal”. E quando tiveres

dissipado a cólera de teu coração, deverás cultivar a humildade, que é a melhor

de todas as virtudes, como está escrito(Mishlei 22,4): "A humildade conduz ao

temor a D'us”. Porque sendo humilde, te interrogarás sem cessar sobre tua

origem e sobre teu destino; e que você não é melhor que um verme (tendo

consciência de sua fragilidade) em vida e, mais ainda após a morte; E que

deverás prestar julgamento e contas, diante do Rei da Honra, conforme está

escrito (Dibrei Hayamim B 6,18): Eis que o céu e o céu dos céus não te podem

conter, quanto mais o coração dos filhos dos homens!(Mishlei 15,11). E está dito:

Porventura não encho eu o céu e a terra? diz o Senhor (Irmiahú 23,24).Assim que

meditares sobre tudo isso, temerás teu Criador e se cuidará do pecado. Graças a

estas virtudes serás feliz com tua parte. E quando passar a proceder

humildemente e se envergonhar de todas as pessoas e Temê-lo (Hashem) e ao

pecado, então a graça Divina habitará em ti e o esplendor de sua honra te

acompanhará através do mundo vindouro.



E agora, meu filho, saiba e veja que aquele que sente orgulho em seu coração

sobre as criaturas, está-se rebelando contra o Reino Divino, pois se vangloria

com as vestes do Rei, conforme está escrito no salmo (93,1): "D'us é Rei, Sua

veste é a majestade". De que o homem poderia orgulhar-se? Da riqueza? É D'us

que empobrece e enriquece (Shmuel 1 2,7). Da honra? A honra pertence à D'us,

conforme está escrito (Divrei Hayamim 1 29,12): "A riqueza e a honra estão

diante de ti". E como irás orgulhar-te com a honra do teu Criador? Da

sabedoria? Aos que são dignos da confiança emudece, e tira dos anciãos o

discernimento (Iov 12,20). Assim, tudo é igual perante o Senhor. Na sua fúria ele

rebaixa os orgulhosos e conforme Sua vontade eleva os humildes. Assim sendo,

rebaixa-te e D'us te elevará.

Por isso te explicarei como conduzir-te na virtude da humildade, para segui-la

sempre: Expressa-te sempre calmamente, a cabeça encurvada, teus olhos fixando

a terra e teu coração para o céu. Não olhe para a face do homem ao falar com

ele. E considera todo homem como teu superior: se for um sábio ou um rico, tu

deverás respeitá-lo. Se ele for pobre e tu mais rico ou mais sábio que ele, pensa

em teu coração que ele é mais inocente e tu mais culpado. Se ele peca, é por

inocência (sem intenção), enquanto que tu pecas propositalmente.

Em todas as tuas palavras, ações e pensamentos e a todo tempo, pensa que estás

diante do Todo Poderoso e Sua Graça Divina sobre ti, pois Sua Glória preenche o

mundo. Exprime-te com temor e respeito, como o escravo perante seu mestre.

Envergonha-te de qualquer homem. Se uma pessoa te interpelar, não respondas

em voz alta, mas calmamente como quem está diante de seu mestre. Previna-se

para ler a Torá sempre visando cumpri-la. Ao deixar o livro, procura no estudo

àquilo que possamos aplicar imediatamente. Examina teus atos de manhã e à

noite, e com isso todos os teus dias serão de introspecção.

Afasta de ti todas as preocupações mudanças no momento da prece. Prepara teu

coração diante do Criador e purifica teus pensamentos. Pensa nas palavras antes

de saírem de sua boca. E assim fará todos os dias da tua vida e não pecarás.

Assim, tuas palavras, teus atos e teus pensamentos serão corretos. Tua prece será

pura, clara, limpa, bem intencionada e aceita perante D-us, Bendito seja Ele,

conforme está escrito: "Tu preparas seus corações, Tu os escutas" (Salmos 10,17).

Lê esta carta uma vez por semana, nunca menos, a fim de cumpri-la e andar no

caminho do Todo Poderoso. Assim, triunfarás em todos os teus caminhos e será

merecedor do mundo vindouro reservado aos justos. E Todo dias que ler esta

carta, tua prece será atendida pelos Céus quando pedires por algo, para sempre –

Amém. Selá".

Nimrod, Semiramis e Tamuz

 ..Nimrod, Semiramis e Tamuz

A misteriosa religião de Babilonia foi descrita em livro de Revelação de Yeshua a Yojanán(João) como uma mulher ramera. Através de uma visão, o emissário Yojanán(João) viu a uma mulher vestida de púrpura e escarlata e enfeitada com ouro e pedras preciosas e de pérolas; tinha um cálice de ouro em suas mãos, cheio de abominações e da sujeira de sua fornicações em sua frente tinha um nome escrito: Mistério, Babilonia a Grande, a mãe das rameras e das abominaciones da terra (Revelação 17:1-5).



Qual é o significado desta estranha visão que foi dada a João? Na linguagem simbólica das Escrituras, uma mulher representa um povo, a uma nação. O Israel salvo pelo Sangue do Messías, por exemplo, é semelhante a uma esposa, uma virgem, uma mulher apartada e sem mancha (Ef. 5:27; Rev. 19:7-8). Mas como um acentuado contraste esta mulher, a mulher de nosso texto é descrita como uma mulher suja e corrompida, uma ramera, evidentemente o sistema religioso que se descreve cá, é um sistema falso, uma nação corrompida e queda. A esta a Escritura a chama Mistério, Babilonia >>.



Quando João foi inspirado a escrever a revelação (cerca do 96 E.C.), Babilonia - como cidade - tinha sido destruída e deixada em ruínas. (539 A.E.C.). Desde então continuou estando perdida e desolada, habitada somente por animais selvagens; tal como o anunciaram os profetas (Isaías 13:19-22; Jeremias 51:62). Mas ainda que a cidade de Babilonia foi destruída, temos de ver que a religião de Babilonia continua e está muito bem representada em muitas nações deste mundo. E, como Yojanán (João)falava de uma nação, um sistema religioso, sob o símbolo de uma mulher chamada Babilonia, é evidente que se refere a uma religião babilónica. Mas qual era esta antiga religião babilónica? Como teve seu começo? Que significado tem nestes tempos?



Vamos ao período passado, pouco depois do Diluvio. Naqueles dias o homem começou a emigrar desde o oriente. "Sucedeu que eles viajaram desde oeste, e encontraram uma planície na terra de Shinar e viveram ali." (Ber.Gn 11:2).Foi nesta terra de Shinar que a cidade de Babilonia foi construída, e esta terra se chegou a conhecer mais tarde como Babilonia que estava no território de Mesopotamia .



E assim neste ponto, um homem grande e poderoso, cujo nome era Nimrod, apareceu em cena. Fez-se famoso como um grande caçador de bestas selvagens. A Escritura diz: "E Cush engendrou a Nimrod : este começou a ser poderoso na terra. Foi um vigoroso caçador adiante de Adonai; pelo qual se diz: Bem como Nimrod, vigoroso caçador adiante de Adonai" (Ber.Gn 10:8-9). Estes versos contêm um significado muito importante, o qual é raramente notado: é o fato de que Nimrod foi um "poderoso caçador", o qual lhe fez famoso dentro daquelas gentes primitivas e a expressão "adiante de YHWH" denota oposição a Adonai. Como o declaram as Escrituras, se voltou poderoso na terra, era um líder famoso nos acontecimentos do mundo. "Nimrod era tão poderoso e era tão grande a impressão que causou na mente dos homens, que o oriente está cheio atualmente de tradições de suas extraordinárias proezas."



Tendo obtido grande prestígio entre as gentes, Nimrod estabeleceu um sistema para obter melhor proteção. Em vez de brigar-se constantemente com as bestas selvagens, Por que não organizar à gente em cidades e rodear estas de muralhas para resguardar-se? Então, Por que não organizar estas cidades num reino e escolher um rei para que reine sobre eles? Este foi o pensamento de Nimrod ¡Porque a Escritura nos diz que organizou dito reino! " Seu reino começou com Bavel, Erej, Akkad e Kalneh, na terra de Shinar ." (Ber.Gn 10:10). E assim o reino de Nimrod foi estabelecido como o primeiro reino mencionado na Escritura. Todos estes progressos feitos por Nimrod puderam ter sido bons, mas Nimrod foi um "governante não temeroso de Elohim". A Escritura diz que era "poderoso, firme, filho de Cush , filho de Ham . Foi o primeiro em reclamar ser "o gibor" (o forte, poderoso) na terra. Bavel foi o princípio de seu reino, o qual, ele gradualmente engrandeceu. "A terra de Nimrod " (Mic 5:6) é uma designação de Asiria ou de Shinar , a qual é parte dela. Nimrod foi aquele quem fez à gente se rebelar na contramão de Adonai.



Esta mesma natureza rebelde de Nimrod pode se ver também na expressão de que era um poderoso caçador "adiante de YHWH ". A palavra "diante" neste caso, também denota um significado hostil. Em outras palavras, Nimrod estabeleceu- se "adiante de YHWH", a palavra "diante" como tradução da palavra em hebraico, que significa "contra" YHWH.

Mas não somente estava Nimrod contra o verdadeiro Elohim, senão que também era um sacerdote de idolatria diabólica e de atrocidades da pior classe.



A esposa de Nimrod era Semiramis, quiçá pode-se dizer que a deidade mais fascinadora e blasfema do paganismo é Semíramis, quem a partir de uma posição que em sua origem era humilde, veio a ser a esposa de Nimrod . Muito cedo foi engrandecida a um posto alto, como a esposa de um deus, o que a converteu em deusa, coedificadora de Babilonia. Quando seu esposo Nimrod morreu repentinamente, se viu obrigada a inventar uma série de razões para manter sua posição cheia de poder..







O terceiro livro do Sefer Yashar capítulo 27:7 diz-nos que foi Esav, o filho de Já'kov que matou a Nimrod e lhe cortou a cabeça. E as lendas dizem-nos que seu corpo foi cortado em pedaços e queimado e os pedaços foram enviados a várias áreas. Práticas similares mencionam-se na Escrituras (Shoftim.Juízes19: 29; 1 Shemuel_Samuel 11:7). A morte de Nimrod foi muito lamentada pela gente de Babilonia. Mas ainda quando Nimrod tinha morrido, a religião babilónica, na qual ele teve uma parte tão proeminente, continuou e se desenvolveu ainda mais, sob a liderança de sua esposa.



Após a morte de Nimrod , sua esposa, a rainha Semiramis, proclamou-o como o deus-Solar. Enquanto estava vivo honrou-lhe como herói e deus. Em sua morte, Semíramis queria que se lhe adorasse como "a simiente da mulher" (Zero-ashta a simiente de Ashta ou Astoret), destinado a aplastar a cabeça da serpente, ainda que ao o fazer seu próprio calcañal sairia ferido. O mundo antigo estava familiarizado com a promessa que Elohim lhe tinha dado a Eva no jardim (Ber.Gn 3:15). Em língua caldea zera é semente, simiente. Zeroaster = Zoroastro, é o nome do líder dos adoradores do fogo (seita ou religião etíope de ascendência parsi ou persa). A antiga crença dizia que a maldição sobre a terra só podê-la-ia tirar um grande "libertador ou "emancipador".







O rastro da promessa de Elohim a Eva vê-se em muitas terras e religiões: Na Grécia, Apolo mata à serpente Pitón. Hércules estrangula-a quando ainda era um menino de berço. Horus em Egipto; Krishna em Índia, Balder em Islandia, Thor nos países escandinavos e inclusive no Antigo México falava-se de Téotlo que também destruiu à serpente.Todos estes de uma forma ou em outra deram morte à serpente com a finalidade de libertar aos seres humanos que estavam submetidos sob seu poder. Sempre satán foi imitador e falsificador.







Mais tarde, quando esta mulher adúltera e idolatra deu a luz a um filho ilegítimo, proclamou que seu filho, Tammuz de nome, não era mais que o mesmo Nimrod renacido. Agora, a rainha-mãe de Tammuz , sem dúvida que tinha escutado a profecia da vinda do Messías, que nasceria de uma mulher, pois esta verdade era muito conhecida desde o princípio (ver Ber,.Gn 3:15); Satán tinha enganado primeiro a uma mulher, Eva; mas mais tarde, através de uma mulher, teria de vir o Salvador nosso, Yeshua Hamashiach. O grande falsificador, satán, sabia também do plano Divino. Foi assim que começou a suplantar falsidades a respeito do verdadeiro plano, séculos antes da vinda de Yeshúa.







A rainha Semiramis, como um instrumentonas mãos de satán, dizia que seu filho foi concebido de uma forma sobrenatural e que ele era a semente prometida, o "salvador do mundo". Mas não somente era o pequeno adorado, senão que também a mulher, a mãe, o era também igual (ou mais) que seu filho. Como poderemos ver, Nimrod, Semiramis e Tammuz foram usados por satán para produzir uma falsa religião - que às vezes parece ser como a verdadeira -, e seu sistema corrompido encheu ao mundo.







A maioria da idolatria babilónica era acarretada através de símbolos - por isso era uma religião mistériosa .O bezerro de ouro, por exemplo, era um símbolo de Tammuz , filho do deus-Solar. Como se considerava que Nimrod era o deus-Solar ou Baal, o fogo era considerado como seu representante na terra. Acendiam-se candelabros e fogos ritualistas em sua honra, como vê-lo-emos mais adiante. Também se simbolizava a Nimrod por meio de símbolos solares, peixes, árvores, colunas e animais.







Séculos mas tarde,Shaúl(Paulo),deu uma descrição que detalha perfeitamente o caminho que a gente de Babilonia seguiu: " Porquanto,tendo conhecimento de Adonai,não o glorificaram como D'us,nem lhe renderam graças,mas seus raciocínios se tornaram vazios,e seu coração insensato se obscureceu.Dizendo-se sábios,tornaram-se loucos,e trocaram a glória do D'us incorruptível por imagem de homem corruptível,bem como de pássaros,quadrúpedes e répteis.Por isso D'us os entregou as concupiscencias,segundo os desejos pecaminosos de seus corações,para desonrarem seus corpos entre si.Trocaram a verdade de D"us por mentira,e adoraram e serviram a criatura em lugar do Criador,que é bendito eternamente.Amém.Por causa disso D'us os entregou a paixões vergonhosas,pois até as suas mulheres trocaram seu uso natural por outros que contrariam a natureza.Do mesmo modo,os homens também deixaram as relações naturais com a mulher e se inflamaram de paixões uns pelos outros,cometendo atos indecentes,homens com homens,receberam em si mesmos a punição merecida pelo erro.E,por desprezarem o conhecimento de D"us,ele mesmo os entregou a uma disposição mental reprovável,para praticarem o que não deviam.(Rm 1:21 a 28)







Este sistema de idolatria espalhou-se de Babilonia às nações, pois foi deste lugar de onde foram os homens dispersados sobre a face da terra. (Ber. Gn:11:9). Como saíam de Babilonia, levavam consigo sua idolatria babilónica e seus símbolos misteriosos. Pelo qual, até hoje em dia encontraremos evidências desta religião de Babilonia, quer seja de uma ou de outra forma,em todas as religiões falsas da terra! A verdade, é que Babilonia foi a mãe ,a precursora das falsas religiões e idolatrias que se espalharam por toda a terra. Como o declaram as Escrituras, "porque todas as nações beberam do vinho de seu fornicación" (Jer. 51; Re. 18:13).







Além da prova escrita de que Babilonia foi a mãe, o ninho de religiões pagãs, também temos o depoimento de conhecidos historiadores,por exemplo, Herodoto, o viajante mundial e historiador da antigüidade. Ele presenciou a religião-mistériosa e seus ritos em numerosos países e menciona como Babilonia foi o ninho original do qual todo sistema de idolatria provou..







Bunsen diz que o sistema religioso de Egipto foi derivado da Ásia e "do Império primitivo de Babel". Em seu conhecido trabalho titulado Nínive e suas ruínas, Layard declara que temos o depoimento unido da história profana e apóstata, que a idolatria originou da Babilonia que é o mais antigo dos sistemas religiosos.







Quando Roma se converteu num império mundial é um facto conhecido que ela assimilou dentro de seu sistema a deuses e religiões de todos os países pagãos sobre os quais reinava. Como Babilonia era a origem do paganismo destes países, podemos ver como a nova religião de Roma pagã não era mais que a idolatria babilónica que se desenvolveu de várias formas e sob diferentes nomes nas nações por onde foi.







Tendo tudo em conta, notámos que foi durante o tempo do domínio de Roma que o verdadeiro Salvador, Yeshua Hamashiach, nasceu, viveu entre os homens, morreu e ressuscitou dentre os mortos. Então ascendeu ao céu, enviou ao Ruach HaKodesh(Espirito Santo). E daí gloriosos dias foram esses! Basta somente ler o livro dos Atos dos Apóstolos para ver quanto abençoou Elohim a suas gentes nesses dias. Multidões acrescentavam à Assembleia Israelita Messiánica Nazarena. Grandes sinais e maravilhas faziam como confirmação de Adonai e sua Palavra. A verdadeira Assembleia estava ungida pelo Ruach HaKodesh, e varria à idolatria como o fogo na pradaria. Rodeava as montanhas e cruzava os mares. Fez que tremessem e temessem os tiranos e reis. ¡Dizia-se daqueles Nazarenos que tinham dado voltas ao mundo de acima para abaixo difundindo o Nome de Hashem ! Assim era sua mensagem e seu espirito cheio de poder.







Não tinham passado muitos anos quando começaram a se proclamar alguns homens como "senhores" sobre o povo de YAHWEH , tomando o lugar do Espirito Santo; em vez de conquistar por meios do Espirito Santo e da verdade de Yeshua como o tinham feito nos primeiros dias -, estes começaram a substituir a verdade e implantar suas próprias ideias e métodos. Começaram a fazer tentativas por unir o paganismo com Messianismo , inclusive nos dias quando o Brit Hadashah (Novo testamento)era escrito, porque Shaúl(Paulo) menciona que "… o mistério de iniquidade já está a operar" (2. Tes.2:7). Paulo nos previne de que viria uma "apostasía" e que muitos "apostatariam da fé, escutando a espíritos de engano e a doutrinas de demónios" (1. Tim.4:1). ¡Estas são as doutrinas falsas dos pagãos! Para o tempo em que Yahudáh (Judá)escreveu o livro que leva seu nome, lhe foi necessário admoestar ao povo a que "lutem tenazmente pela fé que foi uma vez dada aos Kadoshim" (Santos), porque alguns homens se tinham metido dissimuladamente e estavam mudarndo a verdade que tinha sido dada pelo Messias ,pelos talmidim(discípulos) por falsidades (Jud. 1:3-4).







O Messianismo Nazareno encontrou-se frente a frente com o paganismo da Babilonia estabelecido em diversas formas no Império Romano. Aqueles Nazarenos recusaram ter algo que ver com esses costumes e crenças. Como resultado disto, sofreram muitas perseguições. Muitos Israelitas Messiánicos foram acusados falsamente, jogados aos leões, queimados em estacas e torturados de muitas outras formas. Mas depois começaram grandes mudanças a suceder. O imperador de Roma confessou ter-se convertido. Deram-se ordens imperiais por toda Roma para que as perseguições cessassem. Deram-se grandes honras aos bispos. A "Igreja" começou a receber aceitação e poder. ¡Mas tinha-se que pagar um alto preço por tudo isto!







Fizeram-se muitas concessões ao paganismo. Em vez de que se separasse a "Igreja" do mundo, esta se fez parte dele. O imperador, mostrando favoritismo, demandou um lugar de preeminencia na "igreja," já que no paganismo os imperadores eram considerados como deuses. Daí em adiante, começaram a surgir misturas de paganismo com Messianismo Nazareno, como o sabem todos os historiadores.







Tão alarmante como pode parecer, o mesmo paganismo que se originou em Babilonia e se tinha já espalhado pelas nações, foi simplesmente misturado com o messianismo - especialmente em Roma -. Esta mistura produziu o que hoje em dia se conhece como a Igreja Católica Romana.







Não é nossa intenção tratar de ridiculizar a ninguém com cujas crenças não estamos de acordo. Ao invés, é nosso desejo sincero que esta informação seja um chamado a toda pessoa que tem uma fé genuina - não importa sua filiação religiosa - para que abandonem as doutrinas babilónicas e seus conceitos, e regressem às Escrituras e à fé que uma vez foi dada aos Kadoshim/separados.












Nota: Todos os versos citados são da Tradução Kadosh Israelita Mesiánica© de Diego Ascunce

LEI OU NÂO HÀ LEI?

Lei ou nõa há lei?


..Sabemos que há muitas controvérsias relacionadas a idéia de que a lei de D’us que foi dada a Moisés deixou de ser valida através da vinda do Messias Yeshua.Há também aqueles que dizem ser estas leis apenas para o povo judeu e que os gentios não precisam vivê-las pois estão debaixo da graça.

O problema que vemos aqui em primeiro lugar é a forma a qual muito cristão interpreta a bíblia, pois se esquecem de lembrar que a bíblia é judaica, escrita por homens de costumes judaicos ,e ainda mais Yeshua era um judeu ,sua pregação era hebraica,o que nos leva a entender que para compreendermos sua fala,precisamos conhecer um pouco da sua cultura .

Yeshua exercia um papel sacerdotal de ensino da torá. Tudo o que ele pregou e ensinou era baseado na lei e nos profetas, o que nos mostra que seu ensinamento não fugiu dos propósitos eternos dado a Abraão, Moisés , Davi. Yeshua não cumpriu a lei para destruí-la, mas para dar luz, dar claridade, ou seja, ele veio nos ensinar como vivê-la.Sabemos que há mais de 613 mandamentos,e eu te pergunto:Yeshua cumpriu todos?Claro que não,porque existem mandamentos específicos para cada tipo de pessoas.Yeshua não iria cumprir um mandamento que foi dado para uma mulher que acaba de ter um bebe.Ele não cumpriu o mandamento que era dado a uma pessoa leprosa.Yeshua viveu todos os mandamentos que cabiam a ele viver.E por falta do conhecimento do que é a lei de D’us muitos acabam rejeitando-a como se a lei de D’us fosse uma coisa ruim.Precisamos entender cada mandamento,e aqueles que se referem a nós,devemos praticá-los com intensidade.

Em Romanos capitulo 2, o Apostolo Paulo(Shaul) nos ensina algo tremendo em relação a lei de D”us.Primeiramente gostaria de deixar claro que a palavra LEI,é uma palavra grega,e que no original hebraico nós a interpretamos como ENSINO,instrução,ou seja são os ensinos de Adonai,seu cuidado, um estilo de vida separada para o Eterno.Viver os princípios da tora é ter um modo de vida distinguindo o que agrada ao nosso Elohim.E aqui encontramos Paulo(Shaul) fazendo esta distinção ,pois a lei vem como um suporte,uma cerca que nos protege ,separando-nos de um mundo pagão.Ela não é para salvação,mas para aqueles que são salvos na graça redentora de Yeshua.

Romanos 2:1 “Portanto,não tens desculpas,ó homem,quando julgas,não importa quem sejas;porque,no que julgas a outro,te condenas a ti mesmo,pois praticas o mesmo que condenas.”

Paulo inicia este capitulo falando sobre a penalidade de julgar aos outros,e ele retrata esta condição a todos os homens,tanto os que tem a lei que são os judeus,como os que não tem a lei que são os gentios.E segundo ele seremos julgados mediante o julgamento que fazemos dos outros naquilo que nem nós mesmos praticamos,ou seja,não praticamos aquilo que condenamos nos outros. Romanos 2:11-13; “Porque diante de D”us não há distinção de pessoas.Todos os que pecaram sem lei, sem lei perecerão,e todos os que pecaram sob a lei,pela lei serão julgados.Porque não são justos diante de D’us os que só ouvem a lei,mas os que a praticam. O texto continua nos advertindo que todos os homens serão julgados segundo as suas obras, segundo seu kavaná, uma palavra hebraica ,que é a intenção do coração.Ora,o que Paulo quer dizer com isso?Que todos os que procuram viver a lei, por ela serão julgados e também serão justificados, e os que não vivem a lei, serão julgados da mesma maneira e sem a lei morrerão.No entanto,todos judeus e gentios serão julgados pela lei,porque a lei é que nos aponta o que é pecado,e sem lei não há o que julgar ,não há julgamento .Portanto, o judeu tanto quanto o gentio devem viver a lei,pois em l joão 3:3-4 diz “Todo o que nele tem esperança a SI MESMO SE PURIFICA,assim como ele é puro.Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei ,porque O PECADO È A TRANSGREÇÂO DA LEI”.

Romanos 2:14-16 “Porque quando os gentios,que não têm lei,procedem de acordo com ela,servem eles de lei para si mesmos,embora não tenham lei.Pois mostram a exigência da lei gravada em seus corações,testemunhando-lhes também a consciência e seus pensamentos,ora acusando-os,ora defendendo-o”. Esta é uma obra do Espírito Santo (Ruach Hakodesch) onde vemos em Atos 2 o cumprimento de JEREMIAS 31:33 “PORQUE ESTA É A ALIANÇA QUE FIRMAREI COM A CASA DE ISRAEL APÓS AQUELES DIAS,DIZ O SENHOR;DAREI MEU ENSINAMENTO ENTRE ELES,E SOBRE SEU CORAÇÃO ESCREVEREI,E SEREI SEU D’US,E ELES SERÃO MEU POVO “ .Como também em Miquéias 4:2 “E MUITAS NAÇÕES VIRÃO E DIRÃO:VINDE E SUBAMOS AO MONTE DO SENHOR,A Á CASA DO D’US DE JACÓ;PARA QUE ELE NOS INSTRUA EM SEUS CAMINHOS,E ANDEMOS POR SUAS VEREDAS;PORQUE A LEI SAIRÁ DE SIÃO E A PALAVRA DE D’US DE JERUSALÉM ‘.

O que Paulo enfatiza aqui é que muitos judeus talvez sejam apenas ouvintes da tora (em vez de leitores, porque os rolos eram raros e o conhecimento da tora vinha quando eles ouviam a leitura dos rolos em voz alta e os memorizavam),mas se não fazem o que os rolos dizem,eles são pecadores que morrerão(Th 1:22).E no verso 14 -16 “ para enfatizar a prioridades das obras sobre o conhecimento intelectual da tora ou status como judeu,Shaul(Paulo)explicitamente fala dos gentios,que por definição,não têm a tora,mas,não obstante,fazem naturalmente o que a tora requer,sendo a tora para si mesmos,porque ,por meio de sua vida,demonstram que a conduta ditada pela tora está “escrita em seus corações”.

O fato de os não judeus terem conhecimento da lei moral eterna de D”us apresentada na tora é confirmado quando eles passam a ter uma fé explicita e consciente em D’us através do arrependimento e na aceitação da redenção em Yeshua o Messias.

Ele ainda termina o texto dizendo que judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão a que é do coração, no espírito e não na letra. Seu louvor não procede de homens ,mas de D’us.



A lei é para toda a humanidade, pois ela é a vontade de Elohim. A lei de Adonai vem para tirar a lei do pecado do mundo. Existe uma frase que li que diz assim: “Se estamos em pecado a lei nos condena, se estamos em Cristo a lei nos liberta. D’us justifica o pecado daqueles que crêem nele.Eu ainda não consigo entender porque tantos crentes ficam irritados quando falamos sobre a lei de D’us.A impressão que nos passam é a de que os ensinamentos de D’us são ruins,e que a lei foi dada apenas para o povo de Israel.Mas eu te pergunto,qual o motivo de D’us ter-lhes dado a lei?Porque estamos isentos de viver as mesmas praticas da palavra?A tora é como um espelho.Quando olhamos para ela enxergamos quem temos sido.Yeshua é a tora.Ele é o reflexo do vivo D’us. Yeshua trouxe a revelação de D’us para os homens,ele pregou a mensagem de D”us ao mundo trazendo o conhecimento do Pai.Tudo o que Yeshua fez veio da parte do Pai,ele revelou ao mundo o seu nome .Yeshua é tudo o que D’us é,e nós devemos ser tudo o que Yeshua é;e para isso precisamos viver seus mandamentos que é a sua vontade.

A lei é para nos santificar, para nos tornar parecidos com Yeshua. Quando recebemos a sua graça, junto vem um manual de instrução para sermos conduzidos nesta graça,senão a graça torna-se inútil.A graça não nos foi entregue para sermos e fazermos o que bem entendemos,mas para fazer a vontade do Pai.Yeshua veio para nos mostrar como devemos vivê-la .A graça nos dá liberdade para matar,roubar,prostituir,mentir,idolatrar,invejar,etc? Claro que não!Pelo contrário, a graça nos responsabiliza a seguir os passos de Yeshua, a sua lei, a sua vontade, espalhando o amor, nos levando para mais perto dele,nos salvando.Porém,quando falhamos,erramos e nos arrependemos,o seu amor derramado na cruz nos justifica dos nossos pecados.

No verso 20 do capitulo3: Paulo (Shaul) diz: “Porque por obras da lei ninguém será justificado diante dele; pois é pela lei que vem o pleno conhecimento do pecado”.

Segundo David Stern em seu livro de interpretação do Novo testamento diz assim sobre este versículo 20ª: “PORQUE À SUA VISTA NENHUMA PESSOA VIVA É CONSIDERADA JUSTA “. Citado do Salmo 143:2. O Termo grego dikaioô, correspondendo ao termo hebraico hatzdik, deve ser entendido em um sentido legal como declarar-se justo ou inocente, em vez de ser levado a se comportar justamente. D’us faz o último também, como parte de sua obra nos cristãos depois de confiarem em Yeshua,o Messias;e é um processo que dura a vida toda.Mas ser declarado inocente por D’us e considerado justo,não mais considerado por ele como um pecador que merece juízo adverso(v.19),acontece no mesmo instante em que uma pessoa renuncia à sua auto justiça,aceita a avaliação que D’us faz dela e seu meio de perdão(por meio de Yeshua)e depende inteiramente da misericórdia de D”us.

Como é o caso de outras citações rabínicas do Tanakh, a oração citada tem por objetivo trazer à memória todo o contexto, o salmo 143:1-2 (Veja V-3-4).Esta é a passagem sobre a qual os versos 20-26 compõem,ao mesmo tempo,o midrash(VV.19-26),o comentário e o cumprimento.

UM SALMO DE DAVI.

“ OUVE A MINHA ORAÇÃO ,ADONAI;DÁ OUVIDOS ÁS MINHAS SÚPLICAS;POR TUA FIDELIDADE,RESPONDE-ME COM TUA JUSTIÇA;E NÃO LEVES O TEU SERVO A JULGAMENTO,POIS,AOS TEUS OLHOS,NINGUEM SERÁ CONSIDERADO JUSTO.”

O salmista está ciente de que nenhuma obra é suficiente para levá-lo a ser declarado justo por D’us(v-20ª)e,assim,suplica para que D’us lhe responda com justiça(v-21-26).E ele espera uma resposta positiva porque D’us é fiel..Os versículos 24-26 garantem que D”us não levará a julgamento seus servos que confiam nele.No restante do salmo 143,o salmista reconhece sua terrível condição e continua a suplicar a misericórdia de D’us. Esta deve ser a atitude de todos os que realmente se voltam para D”us.

Existem três interpretações equivocadas desse versículo de romanos 3-20:



1) ‘Ninguém será considerado justo por D’us por fazer as boas obras que a tora requer.

Esta interpretação está visivelmente errada porque a boa obra mais importante que a tora requer é confiar em D’us, amá-lo de todo coração, alma e força(Mc 12:28-30) .



2)“Ninguém será considerado justo por D’us por fazer as boas obras que a tora requer,porque ninguém é capaz de cumprir as exigências da tora(a não ser Yeshua)

Em que evidência bíblica alguém poderia basear a conclusão de que ninguém é capaz de obedecer à tora? Ya’acov (Thiago)2;10 diz que “se uma pessoa guarda toda a tora,mas tropeça em um ponto,torna-se culpada de transgredí-la integralmente”.Mas o tropeçar mencionado aqui significa rebelar-se contra a observância de uma ordem particular da tora ao mesmo tempo em que se afirma sustentá-la.Ya’acov não está dizendo que alguém necessariamente se rebela.(veja Tg 2:10-11). Atos 15:10 fala da objeção de Pedro(Kefa) quanto a colocar sobre os gentios um jugo que nem nossos pais nem nós tivemos forças para carregar.Mas esse jugo significa a observância mecânica e detalhada da essência do judaísmo.Este não era o jugo das mitzvot (mandamentos) prescritos por D’us,mas um jugo do legalismo prescrito por homens(Atos 15:10) O próprio Yeshua fez objeção a isso(MT 23:2-4,Mc 7:5-13).

A torá foi dada para ser obedecida, e D”us esperava que as pessoas obedecessem a ela. Foi por isso que Moisés disse: “Este mandamento que hoje, te ordeno não é demasiado difícil, nem está longe de tua compreensão... esta palavra está muito perto de ti,na tua boca e no teu coração,para a cumprires(Dt 30:11-14).

Concluímos dizendo que a salvação de Yeshua é para todo o que crê e que ele não faz distinção de povos, línguas e nações, mas uma coisa é certa como fala o verso 31 do capítulo 3: “Anulamos, então, a lei pela fé? Não, de modo nenhum! Antes, confirmamos a lei.” O que Paulo queria dizer com isso? Que a nossa fé no Messias, confirma a existência da torá,e que ela é como uma base para caminharmos uma vida justa em fé naquele que é a própria torá,Yeshua Hamashiach.



Emily Assunção