quarta-feira, 1 de abril de 2009

O servo inútil

O servo inútil

(Lucas 17:7 a 10)

“Qual de vós, tendo um servo ocupado na lavoura ou em guardar o gado, lhe dirá quando ele voltar do campo: Vem já e põe-te à mesa? “

Certo servo chegando do trabalho, e como de costume já havia cumprido com a sua obrigação diária, no entanto ao final do dia, quando retornara ao seu Senhor, este lhe dá uma ordem para que ele colocasse a mesa e o servisse.

Qual trabalhador nunca passou por esta situação?Quando ao terminar o serviço seu patrão lhe pediu para ficar um pouco até mais tarde e fazer um serviço extra?Qual é a nossa reação?Se tratando de uma forma material, geralmente concordamos, pois sabemos que todo trabalhador tem o direito de receber um ganho a mais pelas horas extras; mas, em relação das coisas espirituais, o que o Senhor Yeshua deseja nos ensinar? Vejamos:

1)Que não devemos fazer somente aquilo que nos é ordenado ,mas fazer além daquilo para o qual fomos chamados .

É de nossa compreensão que todos nós fomos chamados por D’us para uma obra específica; fomos escolhidos e ordenados para irmos pregar o evangelho a todas as criaturas, mas o nosso chamado não se restringe somente a pregação do evangelho, porém também de usarmos os nossos dons e talentos nesta obra. Cada pessoa tem um dom especial que lhe foi entregue por D’us. E estes dons, não são simplesmente para sua vaidade, e uso pessoal, mas, sim, para engrandecimento do Reino de D’us.

Yeshua disse: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Isto é uma ordenança, um mandamento. Aquele crente que não tem cumprido o seu chamado, certamente está fora da vontade do Senhor. Anunciar as Boas Novas é função de todo filho de D’us, todavia, os dons e talentos são o extra que ofertamos a Ele de todo nosso coração. Os dons são usados nos momentos mais inesperados que vivemos,quando pensamos que estamos no nosso limite do dia, cansados, enfraquecidos,é ai quando surge o improviso do Senhor, que diz: Preciso de você mais um pouco hoje.

Fazer além do que nos foi proposto é demonstrar fidelidade a quem servimos. É zelo, é amor e confiança.

2)Não há limites para aqueles que amam o Senhor.

Uma coisa que observo em muitos crentes é a indiferença com o Reino de D’us, com sua obra. Contar com pessoas para um serviço é bem complicado, pois o que encontramos são pessoas que nos apresentam sempre seus motivos e desmotivos para tal.

Uns dizem assim: Não posso ir porque não sei fazer... Não posso ir porque tenho outras coisas a fazer... Não posso ir porque isso não é pra eu fazer, mas é para o outro.

O que a Palavra nos ensina é que D’us chama aqueles que não sabem fazer, aqueles que não estão presos a outras coisas e aqueles que entendem que tudo o que te vier à mão deve ser feito. A obra é para estes que não estão limitados a sua própria vida e desejos. O Eterno nos chama nos capacita, e nos escolhe.

Este servo chegara cansado diante de seu Senhor. Com certeza estava faminto e precisando de um banho, mas ele entendia o seu chamado. Ele sabia que obedecer ao Senhor seria sua obrigação, seu dever. Ele sabia sua condição de escravo, e que servir ao Senhor fazia parte de sua vida. No entanto, hoje temos visto que muitos têm deixado o seu papel; pois, D’us deixou de ser Senhor para ser apenas servos destes.

O que D’us espera daqueles que se entregam a ele, é que coloque em primeiro lugar o seu Reino. Ele deseja que façamos a sua obra com prazer e alegria em obedecê-lo. A obediência não pode ser um peso para os que se tornam seus seguidores, mas uma motivação prazerosa e dinâmica.

O verso de Lucas 17:8 diz: E que, antes, não lhe diga: Prepara-me a ceia, cingi-te e serve-me, enquanto eu como e bebo: depois, comerás tu e beberás?

Existe aqui um segredo para os servos do Senhor: Para sermos abençoados e comermos da mesa do Rei, primeiro precisamos preparar o alimento com o qual vamos alimentá-lo; nos vestir adequadamente e depois servi-lo.

O Rei Yeshua espera de nós seus servos um momento especial, um tempo separado dedicado somente a ele. Quando pregamos o evangelho não é apenas em prol do Reino de D”us, mas em especial a vida futura dos homens. As Boas novas foram nos dada para que não pereçamos nas trevas; entretanto as horas extras são dedicadas àquele que é o Senhor do nosso futuro.

O Senhor espera muito mais de nós. Servir a sua mesa é ofertá-lo os manjares da nossa adoração, misturada com as nossas obras. O coração do Eterno deseja que ao por do sol, tenhamos algo a lhe oferecer. Afinal, este momento sempre foi único para Ele. A Bíblia diz que no Jardim do Éden, o Senhor vinha ter com Adão na viração do dia.Isso significa que ele não deseja apenas ficar olhando de longe observando os nossos atos, mas é desejo seu que antes ao cair da noite, tenhamos um encontro com Ele. Uma hora a mais na sua presença, ofertando ao seu coração as delicias frutos do nosso trabalho.

Mas com o que temos alimentado nosso Senhor? Seria este um momento de queixas, murmurações, desabafo do stress do dia? Não! Este é o momento que o Eterno espera para que possamos dar a Ele um pouco mais da nossa vida. Alimentamos a Ele com nosso trabalho, mas também servindo em oração, e louvor.

Devemos ter o coração de servo útil, sempre pronto aos cuidados do amado. Porque na medida com que servimos a Ele, nos saciamos da sua presença, isso é sobrenatural.Existe uma grande diferença em ser servo e ser escravo.O escravo trabalha por obrigação,porém o servo ,é servo por opção e devoção ao seu Senhor.

Entendo que nós nunca devemos nos esquecer de que ser escravo do mundo é perdição, mas servir ao Senhor é sermos honrados, é lucro.

Entretanto, o que o Senhor quer nos ensinar com este texto é que mesmo sendo nós seus servos, nunca devemos pensar muito a nosso respeito apenas porque somos servos dele servindo a sua casa, mas lembrar sempre que nada que fizermos ao Senhor pode superar o que devemos a Ele. Nada pode pagar o seu amor demonstrado a nós. Tudo o que fizermos, por maior que seja, ainda assim, nos sentiremos como servos inúteis no Reino de D’us, porque tudo o que fizermos é apenas o que deveríamos fazer ,é nossa obrigação.

Não há preço que pague o direito a nós assistido de fazermos parte do Reino dos céus.

Emely Assunção

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