quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O Messias no MACHZOR do Século 13

O Messias no MACHZOR do Século 13



por Beny Zahav » 04 Jun 2009 23:02


A oração que você está a ponto de ler é encontrada em um Machzor, o livro de orações judaico que é usado somente nas festas de Rosh Hashanah & Yom Kipur. Esta oração é encontrada nos diversos Machzorim, editados por ‘Hebrew Publishing Company’ nos anos 1928 e 1931, tal como e encontrada no Machzor do século 13. Este Machzor do século 13 está na biblioteca do estado de Hamburgo, conseqüentemente esta oração é muito antiga! Nesta oração, nós lemos algumas coisas maravilhosas sobre a pessoa do Messias (Ungido):

“Nosso Justo Messias se retirou de nós: o horror tem nos cercado, e nós não temos nada para justificar-nos. Ele Carregou o julgo de nossas iniqüidades, e de nossas transgressões, e é ferido por causa de nossas transgressões. Ele carrega nossos pecados em seus ombros, para que nós possamos encontrar o perdão para nossas iniqüidades. Nós seremos curados pelas suas feridas, será então essa vontade do Eterno criá-lo, o Messias como uma nova criatura, e trazê-lo sob círculo da terra. Ele se levantará de Seir, para ajuntar-nos pela segunda vez no Har halevanon, pela mão de Yinon.” Nota: Original do Machzor 1928 e tal como é encontrado no Machzor do século 13 na Hamburg State Library.

Pinah menu Mashiach Tzadikeinu:

(Midrash Ruth Rabba 5:6, Zohar 2:212ª, Midrash Genesis Rabba 30:cap2 e 23:5,6 cap3:15, Targum Isaías 95, Midrash salmos 2:7, Talmud Yerushalaym trat. Brachot em Miqueias 5:1;2, Midrash Talpiot 58a, Talmud balavi trat; Sanhedrim 98 em Daniel 7:13,15. e etc)



O que nós temos nesta oração do Machzor é maravilhoso, pois é uma citação de Isaías, capítulo 53. Quando nós olhamos bem detalhadamente para esta antiga oração maravilhosa deste antigo Machzor, nós podemos ver a opinião dos antigos Sábios Rabinos. Estes sábios acreditaram que o Messias tinha uma função específica. Vamos dar uma olhada em alguma delas através desta oração que pode ser mais antiga do que imaginamos.

1. O Messias então partiria: deixaria-nos após uma primeira aparição: “Nosso Justo Messias se retirou de nós.”

2. O Messias seria então alguém que vindicasse os povos: o “horror cercou nos, e nós não temos nada para justificar-nos.”

3. O Messias seria ferido. Nós devemos perguntar por que? Por causa das nossos pecados (transgressões) . “Carregou o julgo de nossas iniqüidades, e nossas transgressões, e ferido por causa de nossas transgressões.”

4. Então nós lemos que por “suas feridas” nós seremos curados, quando reaparecer como “uma nova criatura.” “Nós seremos curados pelas suas feridas, então essa é a vontade do Eterno, trazemo-lo sob o círculo da terra.”

5. Agora esta oração indica que ele voltaria por “uma segunda vez”. “ele se levantará de Seir, para ajuntar-nos pela segunda vez no Har halevanon (monte Líbano), pela mão de Yinon.”

6. Que Seir, Monte Líbano, e Yinon significam?



(A) Seir - no Genesis 33:14 nós vemos que Jacob está retornando a sua terra natal, e diz seu irmão Esaú, “ Eu irei a meu senhor (adoni) em Seir”. O que está por traz cabalisticamente na frase deste versículo em hebraico ‘eu irei’. É porque tem uma guematria 4, 4 é a letra hebraica Dalet que significa porta, (João 10:7), outra coisa que temos que notar é que a frase está em tempo futuro ‘eu irei’ (Genesis 33:14).

Isso é muito importante para que nós saibamos.



Agora, isso é o que o grande Rabino Rashi disse: “o Sabios explicam que Jacob estava aludindo ao fim dos dias, pois que, Obadiah profetizou, os descendentes de Ya’akov (Jacó) virão ao Monte Seir para fazer julgamento contra os descendentes de Esav (Esaú).”

(Forthwith from the Pentateuch, J.H.Hertz,2° edição) Nós lemos dentro seu comentário sobre Genesis 33:14 e também podemos notar que; não há nenhum registro que Jacó tenha ido a Seir ver seu irmão. Mas também adicionando os comentários rabínicos; “Jacó ainda virá a visitar seu irmão Esaú nos dias do Messias”. “Quando a reconciliação entre os filhos de Israel e Edom (“nações”) será completada”. Isto é como os dois lados de uma moeda; um lado, um retrato do julgamento, o outro é o da reconciliação! Assim nós vemos também que o Messias, descendente de Jacó, virá de Seir no fim dos dias, trazendo julgamento, e reconciliação! Na linguagem talmúdica da idade media Seir ou Edom ou Esaú: é uma simbologia ou um código para indicar o cristianismo. Seir: Mundo dos gentios.



(B) Har halevanon - Monte Líbano - Líbano é uma simbologia, ou um código, para o Beit Hamikadesh (Templo). O Templo de Jerusalém foi feito dos cedros de Líbano, (1°Reis 5:14,18)



(C) Yinon é um dos “nomes” antigos Rabínicos designados para identificar o Messias de Israel, podemos ver no Talmud no tratado de Sanhedrin 98b que diz sobre Yinon, “seu nome existirá para sempre” (salmo 72:17). E é dito também, que este nome vem da compreensão da palavra, Rimmon (arvore de româ). Na linguagem talmúdica Rimmom é um outro “nome” dato ao Messias.



A compreensão de Isaías 53 começou a mudar e em torno do século 11 na maior parte por causa da influência do Rabino Rashi. Ele era um membro respeitado dos Midrashim de seu dia, e muitos pagaram carona em suas interpretações espirituais não-literal principalmente desta passagem. Entretanto, outros Rabinos não concordavam com seu ponto vista. Um destes tais era o Rabino era o Moises Ibn Cohen Crispim, que em 1336 deixou sua cidade natal Córdoba por Toledo, Espanha, Compôs um tratado sobre divina providência e “vida pós-morte”. Neste século 14, o Rabino Moshe Ibn Cohen Crispim, que era versado nas escrituras aderiu às opiniões dos antigos comentadores rabínicos das escrituras e não concordava com o Rabino Rashi, e afirmava que esta passagem de Isaias 53 não se aplicava á Israel como servo sofredor e que isto era uma distorção da interpretação literal das escrituras. É interessante que o Machzor que traz esta oração é também deste mesmo período.

É aqui está o que o Rabi Moises Ibn Cohen Crispim disse:

“distorcer o verso de seu significado natural… Isto parece em minha opinião que as portas da interpretação literal [de Isaías 53] se fecharam na cara deles, e que eles se fatigaram de fatigou encontrar a entrada. Esqueceram o conhecimento de nossos mestres, e inclinaram se após a insubordinação de seus próprios corações e de sua própria opinião, eu estou satisfeito em interpretar, de acordo com o ensino de nossos antigos Rabinos, que o verso fala do rei Messias...”



Agora, o Rabi Moshe Ibn Cohen Crispim não compreendeu que este era Yeshua (Jesus), o Messias ben Yosef (o sofredor), e que já tinha vindo. Contudo o Rabino Moshe sabia que em Isaías 53 estava referindo sobre a pessoa do Messias de Israel. Ele em sua época não era o único que acreditam assim, Rabi Isaque Abravanel (1434-1508) que também era um membro de boa posição dos Midrashim acreditou esta verdade sobre a pessoa do Messias no texto de Isaias 53. E falou:

“A primeira pergunta a fazer é a quem esta profecia refere, porque os letrados entre os ‘cristãos’ era um homem que crucificado em Jerusalém na época do segundo Templo, e, que de acordo com eles, era filho de D-us e encarnou no ventre de uma virgem, como é falado em suas escrituras. Mas sobre o texto Isaias 53 Yonathan ben Uzziel interpreta-o no Targum como o futuro Messias; e esta é também a opinião de nossos instruídos rabinos na maioria de seus Midrashim.”



Outra vez, por causa da cegueira que foi posta em Israel, não vêem que o Messias já veio como servo sofredor (Mashiach ben Yosef). Foi certamente o Messias aquele Nazareno que foi crucificado no período do segundo Templo e que cumpriu as profecias messiânicas referente ao servo sofredor.

(Deut. 28:28; Isaias 42:20; Mateus 13:13 - 14; Romanos 11:25).

E voltará como o Rei Messias (Mashiach ben David .João 14).



Somente Yeshua (Jesus) encaixa como messias no período do Segundo Templo.

Pois nenhum Messias poderia vir depois que o Templo fosse destruído. Leitura do livro de Daniel 9:26 - 27 deixa claro: “E após as 70 e 2 semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo: e o povo do príncipe que virá destruirá a cidade e o Santuário; e o seu fim será com uma inundação, e até o fim haverá guerras e desolação, são determinados. (O Santuário isto é. O Templo foi destruído no 70 depois de cristo)

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