quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O que é Judaísmo

.Judaísmo é o nome dado à religião do povo judeu, e é a mais antiga das religiões monoteístas.



Surgido da religião mosaica, o judaísmo, apesar de suas ramificações, defende um conjunto de doutrinas que o distingue de outras religiões: a crença monoteísta em HaShem como Criador e D’us e a eleição de Israel como povo escolhido para receber a revelação da Torá que seriam os mandamentos deste D’us. Dentro da visão judaica do mundo, D’us é um Criador activo no universo e que influencia a sociedade humana, na qual o judeu é aquele que pertence à uma linhagem com um pacto eterno com este D’us.



Há diversas tradições e doutrinas dentro do judaísmo, criadas e desenvolvidas conforme o tempo e os eventos históricos sobre a comunidade judaica, os quais são seguidos em maior ou em menor grau pelas diversas ramificações judaicas conforme sua interpretação do judaísmo. Entre as mais conhecidas encontra-se o uso de objectos religiosos como a kipá (solidéu), costumes alimentares e culturais como cashrut (leis alimentares), brit milá (circuncisão) ou o uso do hebraico como língua litúrgica.



Ao contrário do que possa parecer, um judeu não precisa seguir necessariamente o judaísmo ainda que o judaísmo só possa ser necessariamente praticado por judeus. Hoje o judaísmo é praticado por cerca de quinze milhões de pessoas em todo o mundo (2006). Da mesma forma, o judaísmo não é uma religião que pratique o proselitismo, efectivamente respeita a pluralidade religiosa desde que tal não venha a ferir os mandamentos do judaísmo. Alguns ramos do judaísmo defendem que no período messiânico todos os povos reconhecerão HaShem como único D’us e submeter-se-ão às leis da Torá.



DOUTRINA



Surgiram variadas formulações das crenças judaicas, a maioria das quais com muito em comum entre si, mas divergentes em vários aspectos. Uma comparação entre várias dessas formulações mostra um elevado grau de tolerância pelas diferentes perspectivas teológicas. O que se segue é um sumário das crenças judaicas.



Monoteísmo - O princípio básico do judaísmo é a unicidade absoluta de HaShem como D’us e Criador, Omnipotente, Omnisciente, Omnipresente, que influencia todo o universo, mas que não pode ser limitado de forma alguma, o que caracteriza em idolatria, o pecado mais mortal de acordo com a Torá. A afirmação da crença no monoteísmo manifesta-se na profissão de fé judaica conhecida como Shemá. Assim qualquer tentativa de politeísmo é fortemente rechaçada pelo judaísmo, assim como é proibido seguir ou oferecer prece a outro que não seja HaShem.



O judaísmo posterior ao exílio no entanto assumiu a existência de uma corte espiritual na qual D‘us seria uma espécie de rei, o qual controlaria seres para execução de sua vontade (anjos). Esta visão era aceite pelos fariseus e passada para o posterior judaísmo rabínico, mas no entanto desprezada pelos saduceus.



A Revelação - O judaísmo defende uma relação especial entre D’us e o povo judeu, manifesta através de uma revelação contínua de geração à geração. O judaísmo crê que a Torá é a revelação eterna dada por D’us aos judeus. Os judeus também aceitam que homens através da história judaica foram inspirados pela profecia, sendo que muitas das quais estão explícitas nos Neviim e nos Kethuvim. O conjunto destas três partes formam as Escrituras Hebraicas conhecidas como Tanakh.



A profecia dentro do judaísmo não tem o caráter exclusivamente adivinhatório como assume em outras religiões, mas manifestava-se na mensagem da Divindade para com seu povo e o mundo, que poderia assumir o sentido de advertência, julgamento ou revelação quanto à Vontade da Divindade. Esta profecia tem um lugar especial desde o príncipio do mosaismo, seguindo pelas diversas escolas de profetas posteriores (que serviam como conselheiros dos reis) e tendo seu auge com a época dos dois reinos. Oficialmente se reconhece que a época dos profetas encerra-se na época do exílio babilônico e do retorno a Judá. No entanto o judaísmo reconheceu diversos profetas durante a época do Segundo Templo, e durante o posterior período rabínico.



Conceitos de vida e morte - O entendimento dos conceitos de corpo, alma e espírito no judaísmo varia conforme as épocas. O Tanakh não faz uma distinção teológica destes, usando o termo que geralmente é traduzido como alma (néfesh) para se referir à vida e o termo geralmente traduzido como espírito (ruach) para se referir a fôlego. Deste modo, as interpretações dos diversos grupos são muitas vezes conflitantes, e muitos estudiosos preferem não discorrer sobre o tema.



Ressurreição e a vida além-morte - O Tanakh, excetuando alguns pontos poéticos e controversos, jamais faz referência à uma vida além da morte, nem à um céu ou inferno, pelo que os saduceus posteriormente rejeitavam estas doutrinas. Porém após o exílio na Babilônia, os judeus assimilaram as doutrinas da imortalidade da alma, da ressurreição e do juízo final, e constituíam em importante ensino por parte dos fariseus.



Nas actuais correntes do judaísmo, as afirmações sobre o que acontece após a morte são postulados e não afirmações, e varia-se a interpretação dada ao que ocorre na morte e se existe ou não ressurreição. A maioria das correntes crê em uma ressurreição no mundo vindouro (Olam Habá), incluindo os caraítas, enquanto outra parcela do judaísmo crê na reencarnação, e o sentido do que seja ressurreição ou reencarnação varia de acordo com a ramificação.



Cabala - Cabalá é o nome dado ao conhecimento místico esotérico de algumas correntes do judaísmo, que defende interpretação do universo, de D’us e das escrituras através de suas naturezas divinas.



CICLO DE VIDA



Brit milá - As boas-vindas dos bebés do sexo masculino à aliança através do ritual da circuncisão.



Zeved habat - As boas-vindas dos bebés do sexo feminino na tradição sefaradí.



B’nai Mitzvá - A celebração da chegada de uma criança à maioridade (12 anos nas meninas e 13 anos nos meninos), e por se tornar responsável, daí em diante, por seguir uma vida judaica e por seguir a halakhá.



Casamento - União sagrada entre um homem e uma mulher que se celebra debaixo da chupah (tenda que personaliza o lar judaico)



Shiv’á - O judaísmo tem práticas de luto em várias etapas. À primeira etapa (observada durante uma semana) chama-se Shiv’á, à segunda (observada durante um mês) chama-se sheloshim e, para aqueles que perderam um dos progenitores, existe uma terceira etapa, a avelut yod bet chódesh, que é observada durante um ano.



LITERATURA RABÍNICA



Literatura rabínica é o nome dado à literatura religiosa, desenvolvida após a destruição do Segundo Templo . Obras proeminentes:



Mishná - principal e mais recente texto do judaísmo escrito em aramaico no segundo século da Era comum cujo conteúdo foi extraído do Tanakh, ou seja é a mais antiga compilação da Lei Oral que foi redigida em aramaico sob a supervisão de Judá HaNasi por volta de 200 E.c. que se conhece.



Talmud - Compilação literária traduzida do hebraico que foi escrito num dialeto sírio que data de 499 Ec. Trata-se de um compêndio constituído de (sessenta e três) 63 tratados de assuntos legais e vários outros documentos que tratam de leis e tradições judaicas, eméticos e históricos que haviam sido escritos 4000 anos antes. O Judaísmo Ortodoxo e o Masorti/Conservador baseiam suas leis geralmente nas decisões encontradas nessas traduções.



Toseftá - nome dado a uma segunda compilação da lei oral no período da redação da Mishná



Midrash - forma narrativa criada por volta do século I AEc. na Palestina pelo povo judeu. Esta forma narrativa desenvolveu-se através da tradição oral até ter a sua primeira compilação apenas por volta do ano 500 Ec. no livro Midrash Rabbah.



Mishné Torá - Código da lei judaica escrita pelo rabino Moshe ben Maimon, também conhecido como Maimônides ou Rambam . Compilada entre 1170 e 1180 enquanto Maimônides vivia no Egipto é considerada a obra magna do escritor e uma das mais importantes e completas codificações da Halachá. A obra é escrita no hebraico mishnáico já que Maimônides relutava em escrever no aramaico talmúdico. Ainda que tenha sofrido duras críticas na época de sua composição, hoje a obra é utilizada para estudo por diversas ramificações judaicas particularmente os do ramo Chabad que realizam um ciclo anual de estudos da obra.



Shulchan Aruch - Código da lei judaica escrita pelo rabino Yosef Karo no Sec. XVI.



Responsa - A Responsa fornece respostas para perguntas sobre o judaísmo e a vida judaica. Diferente das resoluções, que são adoptadas por voto nas convenções, responsa fornece um guia, e não governança. Como um grupo de literatura, a responsa publicada revela um grande consenso em perguntas importantes que o judaísmo contemporâneo encontra.



Literatura cabalistica - sistema religioso-filosófico que investiga a natureza divina. Kabbalah é uma palavra de origem hebraica que significa recepção. É a vertente mística do judaísmo.



RAMIFICAÇÕES DO JUDAÍSMO



Nos dois últimos séculos, a comunidade judaica dividiu-se numa série de denominações; cada uma delas tem uma diferente visão sobre que princípios deve um judeu seguir e como deve um judeu viver a sua vida. Apesar das diferenças, existe uma certa unidade nas várias denominações.



O judaísmo rabínico, surgido do movimento dos fariseus após a destruição do Segundo Templo, e que aceita a tradição oral além da Torá escrita, é o único que hoje em dia é reconhecido como judaísmo, e é comummente dividido nos seguintes movimentos:



Judaísmo Ortodoxo - considera que a Torá foi escrita por D’us que a ditou a Moisés, sendo as suas leis imutáveis. Os judeus ortodoxos consideram o Shulkhan Arukh (compilação das leis do Talmud do século XVI, pelo rabino Joseph Caro) como a codificação definitiva da lei judaica. O judaísmo ortodoxo exprime-se informalmente através de dois grupos, o judaísmo moderno ortodoxo e o judaísmo haredi (ultra-ortodoxo).



Judaísmo Masorti (Conservador nos Estados Unidos) - Desenvolveu-se na Europa e nos Estados Unidos no século XIX, em resultado das mudanças introduzidas pelo Iluminismo e a Emancipação dos Judeus. Caracteriza-se por um compromisso em seguir as leis e práticas do judaísmo tradicional, como o Shabat e o Kashrut, uma atitude positiva em relação à cultura moderna e uma aceitação dos métodos rabínicos tradicionais de estudo das escrituras, bem como o recurso a modernas práticas de crítica textual. Considera que o judaísmo não é uma fé estática, mas uma religião que se adapta a novas condições.



Judaísmo Reformista - formou-se na Alemanha em resposta ao Iluminismo. Rejeita a visão de que a lei judaica deva ser seguida pelo indíviduo de forma obrigatória, afirmando a soberania individual sobre o que observar. De início este movimento rejeitou práticas como a circuncisão, dando ênfase aos ensinamentos éticos dos profetas; as orações eram realizadas na língua vernácula. Hoje em dia, algumas congregações reformistas voltaram a usar o hebraico como língua das orações; a circuncisão é obrigatória e a cashrut, estimulada.



Judaísmo Reconstrucionista - formou-se entre a década de vinte e quarenta do século XX por Mordecai Kaplan, um rabino inicialmente conservador que mais tarde deu ênfase à reinterpretação do judaísmo em termos contemporâneos. À semelhança do judaísmo reformista não considera que a lei judaica deva ser suprema, mas ao mesmo tempo considera que as práticas individuais devem ser tomadas no contexto do consenso comunal.



Para além destes grupos existem os judeus não praticantes, ou laicos, judeus que não acreditam em Deus mas ainda assim mantêm culturalmente costumes judaicos; e o judaísmo humanístico, que valoriza mais a cultura e história judaica.



SÍMBOLOS



Tzitzit - é o nome dado à franjas do talit, que servem como meio de lembrança dos mandamentos de Deus.



O mandamento de tzitzit encontra-se em duas passagens da Torá:



“Que façam para eles tzitzit (franjas) sobre as bordas das suas vestes, pelas suas gerações e porão sobre os tzitzit da borda um cordão azul celeste. E será para vós por tzitzit e vereis e lembrareis todos os mandamentos de Deus e os cumprireis e não errareis indo atrás do vosso coração e atrás dos vossos olhos, atrás dos quais vós andais errando; para que vos lembreis e cumprais todos os Meus mandamentos e sejais santos para com vosso Deus.” (Números15:38-41)



“Franjas farás para ti e as porás nos quatro cantos de tua vestimenta com que te cobrires.” (Deuteronômio 12:12)



A maioria dos judeus utilizam hoje apenas tzitzit brancas, já que crêem que não seja possível obter a cor azul obrigatória do mandamento.



De acordo com algumas opiniões este azul não pode mais ser obtido pelo que não é mais utilizado. Este azul era obtido de uma criatura marinha chamada chilazon, cuja identificação é incerta. Alguns judeus no entanto crêem que possa ser utilizado qualquer tipo de azul de modo que possuem esta cor no tzitzit.



Talit - é um acessório religioso em forma de um xale feito de seda, lã (mais caro e elegante que o de seda) ou linho, tendo em suas extremidades as tsitsiot (franjas). Ele é usado como uma cobertura na hora das preces judaicas, principalmente no momento da oração de Shacharit (primeiras orações feitas pela manhã).



O talit (também conhecido como “talit gadol”) é usado, obrigatoriamente, pelos homens no momento da oração na sinagoga e no momento da oração do Shacharit. O talit isola o que esta orando do mundo a sua volta e facilita-o na sua concentração durante a oração. Sobre o talit se interpreta que um dos objectivos deste acessório é criar um ambiente de igualdade entre os que estão orando na sinagoga, tendo então concordância com uma cobertura homogénea que estaria sobre as roupas que as pessoas realmente estavam usando – que mostram a qualidade e o estado económico do que ora.



Entre os asquenazim, o costume de se cobrir com o talit reserva-se aos homens apenas após o casamento. De acordo com este costume, quando se está solteiro, é permitido cobrir-se com talit só em ocasiões especiais, como no momento que eles são chamados para serem “Olim” - (plural de “Olê” - denominação aos que são chamados para ler a Torá nas sinagogas). Os judeus orientais (também chamados de “mizrahiim”) têm o costume de se cobrir com o talit a partir da idade de treze anos, quando o menino faz o Bar Mitzvah ou até mesmo antes dessa cerimónia. Comunidades Masorti/Conservadoras e Reformistas permitem também é às mulheres fazerem uso do talit. Apesar da lei Judaica tradicional isentar as mulheres dessa obrigação, não há nenhuma lei que o proíba.



Há também um outro tipo de talit denominado “talit katan” (talit pequeno) conhecido também só pelo nome de “tzitzit”, que é utilizado durante o dia inteiro por baixo da roupa no qual se está vestido, afim de cumprir este mandamento durando todo o dia.



A bandeira do Estado de Israel é baseada em um talit (as duas faixas que a compoem), tendo uma estrela de David ao centro dela.



Tefilin - (com raiz na palavra tefilá, significando “prece”) é o nome dado a duas caixinhas de couro, cada qual presa a uma tira de couro de animal kosher ,dentro das quais está contido um pergaminho com os quatro trechos da Torá em que se baseia o uso dos filactérios (Shemá Israel ,Vehaiá Im Shamoa ,Cadêsh Li e Vehayá Ki Yeviachá ).



Também é conhecido em português como filactério, vindo do termo grego fylaktérion, que significa basicamente “posto avançado”, “fortificação” ou “protecção”, o que explica a utilização destes objectos como protecção ou amuleto.



O judaísmo diz que além dos mandamentos da Torá, Moshê também recebeu através da Torá Oral os procedimentos de como confeccionar os tefilin, que teriam sido transmitidos de geração em geração até serem escritos na Mishná, no Talmud e no Shulkhan Arukh.



Os rabinos defendem que os tefilin sejam colocados diariamente pelas manhãs com a prece matinal ou pelo menos até o pôr-do-sol recitando-se o Shemá. Os tefilin somente não são utilizados em Shabat, Yom Tov e Chol Hamoêd. A partir dos 13 anos de idade, com o Bar mitsvá um menino passa a usar os tefilin.



Em seu método de utilização coloca-se uma caixinha no braço esquerdo para que fique próxima do coração (shel yad) e enrola-se uma das tiras na mão esquerda, e a outra caixinha na testa, entre os olhos, como frontal (shel rosh).



A respeito da prática de usar tais caixinhas, ou filactérios, The Jewish Encyclopedia (A Enciclopédia Judaica, 1976, Vol. X, página 21) observa:



“As leis que governavam o uso de filactérios foram tiradas pelos Rabinos de quatro trechos bíblicos. Ao passo que esses trechos foram interpretados literalmente pela maioria dos comentaristas, […] os Rabinos sustentavam que somente a lei geral foi expressa na Bíblia, a sua aplicação e elaboração sendo assuntos inteiramente da alçada da tradição e da dedução.”



De acordo com o Shulkhan Arukh, no momento de colocar tefilin é considerado como se o judeu cumprisse toda a Torá. Talmud Rosh Hashaná 17a menciona que aquele que nunca colocou tefilin comete uma falha muito grave. Os sábios judeus consideram que ao usar tefilin, todos os povos temerão Israel. Esta enfâse foi dada, por exemplo, pelo Rebe de Chabad em 1967 que pouco antes da Guerra dos Seis Dias proclamou que Israel estava em grande perigo e incentivou uma campanha pelo uso dos tefilins. A surpreendente e rápida vitória de Israel nesta guerra foi atribuída pelo Rebe ao grande número de pessoas que aderiram a campanha.



A recomendação é que tefilins sejam adquiridos apenas de pessoas confiáveis e que sejam verificados de ano em ano por um sofêr.



Kipá (“cúpula, abóbada ou arco”) ou Yarmulke (em Yiddish, do polaco jarmulka, que significa ‘boina’), é um pequeno chapéu em forma de circunferência, utilizada no Judaísmo tanto como símbolo da religião como símbolo de “Temor a Deus”. O Talmud enfatiza a necessidade de se ter sempre o temor a Deus sobre nossas cabeças. A maioria dos judeus utiliza o kipá apenas em ocasiões solenes e de devoção, enquanto alguns utilizam-no o dia inteiro, ilustrando a necessidade de se temer a Deus em todos os momentos da vida.



O surgimento do kipá e o sentido inicial do seu uso dentro do judaísmo até hoje não tem uma explicação satisfatória. No entanto, durante muito tempo seu uso não foi obrigatório. Somente no século XIX, diante do perigo da assimilação, os rabinos ortodoxos instituíram a obrigatoriedade do uso. De acordo com a tradição, apenas homens devem usar o kipá



Menorá - (”lâmpada, candelabro”) era um objecto constituído de ouro batido, maciço e puro. Foi feito por Moisés para ser colocado dentro do Santo Lugar - átrio intermediário entre o Átrio Exterior do Santuário e o Santo dos Santos - juntamente com o Altar de Incenso e a Mesa dos Pães da Proposição.



Este objecto existia tanto no Tabernáculo quanto no Primeiro e, posteriormente, no Segundo Templo. Só no ano 69 dEC., com a invasão romana a Jerusalém e a destruição do Templo, que a Menorá foi levada pelos invasores para Roma, - facto este retractado em forma de relevo no Arco de Tito.



Actualmente, a Menorá constituiu-se num dos principais e mais difundidos símbolos do Judaísmo e do Estado de Israel, sendo, por exemplo, um dos símbolos oficiais do Estado judaico, juntamente com a Estrela de David. Existe também a Chanukiá, um candelabro adaptado com nove braços, diferentemente da Menorá, que tem sete braços). Ela foi “criada” afim de ser um símbolo da Festa de Chanucá - chamada também de Festa das Luzes. Nesta celebração, os judeus de todo o mundo comemoram a libertação do Templo de Jerusalém do domínio dos Gregos no século II a.C. sob a liderança dos Macabeus e do milagre do azeite que havia numa botija - que duraria um dia só - no qual queimou no candelabro do Templo por oito dias. Este é o motivo dos nove braços da Chanukiá, sendo o braço do meio mais proeminente, denominado Shamash (servente), pois a vela que é colocada neste braço é usada para acender as velas que são colocadas nos outros oito braços.



Mezuzá - (”umbral”) é o nome de um mandamento da Torá que ordena que seja afixado no umbral das portas um pequeno rolo de pergaminho (klaf) que contém as duas passagens da Torá que ordenam este mandamento, “Shemá” e “Vehaiá” (Deuteronômio 6:4-9 e 11:13-21). A mezuzá deve ser afixado no umbral direito de cada dependência do lar, sinagoga ou estabelecimento judaico como lembrança do criador. Deve ser posto a sete palmos de altura do chão, apontando para dentro do estabelecimento com a extremidade de cima. Os judeus costumam beijar a mezuzá toda a vez que se passa pela porta, para lembrar das rezas que estão contidas ali dentro e os princípios do judaísmo que elas carregam.



Fonte: Wikipedia

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